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Eleições internas serão inevitáveis caso PSD perca legislativas, defende Miguel Relvas

Em Região

“Será inevitável que o PSD procure um novo caminho, novos protagonistas e se possa assumir como alternativa ao Partido Socialista”, disse o antigo secretário-geral do PSD e ministro do Governo de Passos Coelho, em declarações à agência Lusa à margem de uma conferência promovida pela Assembleia Municipal de Ourém.

A Conferência “2021: O Novo Paradigma do Poder Local”, organizada pela Assembleia Municipal de Ourém, contou com as intervenções de Miguel Relvas, ex-ministro adjunto e dos assuntos parlamentares, António Cândido de Oliveira, professor catedrático jubilado e Albino Almeida, presidente da ANAM – Associação Nacional das Assembleias Municipais, tendo como moderador o presidente da Assembleia Municipal de Ourém e presidente da Distrital do PSD, João Moura .

Miguel Relvas mostra-se “muito preocupado” com o atual líder do partido, Rui Rio, considerando que atualmente “o Governo sente-se à solta, porque não há oposição”, salientando que PSD e CDS-PP valem juntos nas sondagens 30 a 31%, o que “nunca aconteceu na história da democracia portuguesa”.

“Os sinais são preocupantes. O PSD não soube fazer a leitura dos resultados das eleições europeias. Não percebeu que não se conseguiu constituir como alternativa”, disse o antigo ministro que se demitiu do Governo de Passos Coelho em 2013, depois de ter estado envolvido em várias polémicas, nomeadamente a da sua licenciatura e de alegadas pressões a jornalistas.

Segundo Miguel Relvas, o PSD, através das posições e políticas assumidas no Parlamento nos últimos tempos, demonstra que é “um partido sem convicções e um partido sem capacidade de se assumir com um projeto coerente e estável”.

“O prazo dos líderes é o mandato para o qual são eleitos, que devem cumprir, mas também os resultados. É normal que quem perca as eleições tenha que ser substituído por outro que traga esperança ao país e um projeto mobilizador. É normal que assim seja”, referiu o antigo ministro, que é uma das vozes críticas do PSD em relação à liderança de Rui Rio.

Sobre possíveis sucessores de Rui Rio, o antigo dirigente social democrata não quis avançar com nomes, apenas salientando que “o PSD tem vários militantes seus em condições” de poder vir a liderar o partido.

Apesar das críticas, Miguel Relvas vincou que gostaria de ver “criadas as condições para que o PSD tenha um resultado que impeça o Partido Socialista de ganhar as eleições” e que vai votar no partido do qual é militante.

Na conferência em Ourém, Albino de Almeida, Presidente da ANAM, debateu a questão da qualidade da democracia local. Miguel Relvas, ex-ministro adjunto e dos assuntos parlamentares, recordou alguns dos dossiers em que esteve envolvido como a reforma autárquica do país e a descentralização de competências para as comunidades intermunicipais. O encontro teve ainda aparticipação de António Cândido de Oliveira, professor catedrático jubilado da Escola de Direito da Universidade do Minho e Presidente da Direção da ADREL (Associação de Estudos em Direito Regional e Local).

Para João Moura, presidente da AMO e moderador da conferência, esta sessão surge no âmbito da política de proximidade que esta Assembleia tem vindo a implementar junto dos cidadãos e tem como objetivo principal “afirmar o poder local na vida democrática e refletir sobre o novo paradigma que se anuncia para o poder local”, com a efetivação da transferência de competências, que até agora algumas câmaras têm rejeitado, mas que serão efetivas para todas em 2021.

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