Vila Franca acolhe encontro nacional de discussão sobre a Cultura em Portugal

Em Empresas

Terá lugar este domingo, 14 de julho, um Encontro Nacional de Reflexão e Discussão sobre a Cultura em Portugal, que deverá dar origem a um documento com propostas concretas e definidas que serão tornadas públicas, junto dos partidos políticos e junto do Governo, uma vez que nos encontramos numa altura de definição dos programas eleitorais para as eleições legislativas. 

 Será, assim, de certa forma, uma manifesto pela Cultura com propostas concretas, resultantes de uma iniciativa de cidadania activa de todos aqueles que a esta área se dedicam.

 Este encontro decorrerá durante todo o dia, na Fábrica das Palavras, em Vila Franca de Xira, equipamento cultural contemporâneo e inovador cuja estrutura e âmbito de intervenção cultural se têm tornado paradigmáticas a nível nacional.

 Das inúmeras pessoas que se encontram a colaborar e a contribuir para este processo de reflexão e discussão, coordenado por Diogo Costa Ferreira (compositor/escritor/investigador) , encontram-se, por exemplo, Paulo Matos (actor/encenador), Carlos Mendes (músico/cantor), Cucha Carvalheiro (actriz/ex-Directora do Teatro da Trindade), Catarina Molder (cantora lírica/Directora da Ópera do Castelo), Pedro Carneiro (Maestro/Director Artístico da Orquestra de Câmara Portuguesa) Ana Seara (compositora/Directora Pedagógica da Academia de Música de Lisboa), Nuno da Rocha (Compositor), Ana Maria Pinto (cantora lírica/Presidente da Associação Cultural Arte e Ambiente), Alexandra Markl (Curadora do Museu Nacional de Arte Antiga), Marco Paiva (actor/Director do Crinabel Teatro), Manuela Ralha (Veradora da Cultura da CMVFX, com a tutela do Museu do Neorealismo), Tiago Hora (musicólogo/produtor/investigador),, entre muitos muitos outros. 

Entre os tópicos de reflexão e discussão, registam-se a Lei do cinema e audiovisual, os Direitos de autor e direitos conexos, o Plano Nacional das Artes, Património Cultural, o Apoio às artes, os Teatros Nacionais (Dona Maria II, São João e São Carlos), as Fundações (CCB, Serralves e Casa da Música), os Teatros, cineteatros e salas de espectáculo municipais e locais, a Criação artística contemporânea, O papel das autarquias locais na promoção da Cultura, A intervenção cultural como um meio de intervenção sócio-comunitária junto das populações mais vulneráveis, Orçamento de Estado para a Cultura, A autonomia política e orçamental do Ministério da Cultura, A Cultura como área prioritária para os partidos políticos, O Ensino Artístico (Secundário e Superior), a Lei do Mecenato, a Precariedade laboral, a Internacionalização da Cultura.

E, por outro lado, deixo-lhe, também, aquela que é a minha posição e que, na prática, motivou e suportou todo este processo de reflexão participativa

 Para o coordenador deste encontro, “Não pode continuar a existir uma ausência aterradora de estratégia política e partidária para a área da Cultura: quem não reconhecer a Cultura como uma prioridade e como uma mais-valia para ultrapassar os desafios que o mundo nos coloca, então, por muito que me custe dizê-lo, não se encontra em condições de servir bem a causa pública no Parlamento ou no Governo“.

 Nesta fase pré-eleitoral, Diogo Costa Ferreira considera que “a participação activa dos agentes culturais não se pode cingir à presença em encontros de apoio e em iniciativas partidárias de apologia e enaltecimento vãos, da mesma forma que não se pode cingir a acções de protesto e reivindicação precipitados: é preciso um processo participativo, estruturado, sério e independente, em que todos os que realmente se dedicam à Cultura possam reflectir e discutir em conjunto e dar o seu contributo genuíno e construtivo“.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Recentes de Empresas

Ir para Início