Obras de restauro do Museu do Alporão custam 1 milhão de euros

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O projeto e o concurso público para a contratação da empreitada de conservação e beneficiação exterior da Igreja – Museu Municipal de S. João de Alporão foram aprovados em reunião de Câmara de Santarém, esta segunda-feira, dia 15.

Esta intervenção que visa a preservação do edifício românico-gótico classificado monumento nacional, tem um custo estimado um milhão de euros e terá um prazo de execução de 270 dias.

Encerrado ao público em 2012 por razões de segurança, o Museu Municipal de Santarém foi criado por alvará de 16 de Fevereiro de 1876, por iniciativa do Governador Civil e tinha por finalidade ser simultaneamente um museu arqueológico e um núcleo de exposições permanentes dos produtos das indústrias do Distrito. Foi escolhida a igreja de S. João do Alporão como sede do museu.

As suas primeiras coleções, essencialmente ligadas à natureza do Museu, foram constituídas a partir de 1870-1876. Personalidades como Laurentino Veríssimo e Zeferino Sarmento trouxeram para o velho museu de S. João de Alporão, algumas ideias de musealização do espaço, segundo modelos dinâmicos, já numa perspetiva nucleada. Com a morte de Zeferino Sarmento, o Museu de S. João de Alporão transforma-se numa instituição com fim anunciado, face ao epíteto como passou a ser conhecido – “museu dos cacos”.

Após uma longa hibernação, em 1992 o município de Santarém determina o fecho do velho Museu, iniciando uma reestruturação e remodelação, que culminou na inauguração dos núcleos museológicos: o Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia (S. João de Alporão), o Núcleo Museológico do Tempo (Torre das Cabaças), a Casa Museu Anselmo Braamcamp Freire e o ‘Urbi Scallabis – Centro de Interpretação’.

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