Mais de 900 bombeiros combatem o grande incêndio que ameaça aldeias em Mação

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Uma frente de fogo com oito quilómetros, proveniente de Vila de Rei, em Castelo Branco, entrou este sábado cerca das 20 horas no concelho de Mação, distrito de Santarém, ameaçando aldeias na zona de Azinhal, Cardigos e Vinha Velha. 

O vereador responsável pela proteção civil em Mação, António Louro adiantou que se trata de uma frente de fogo com oito quilómetros, que entrou no concelho de Mação na zona de Azinhal, Cardigos e Vinha Velha. De acordo com o mesmo responsável, as próximas horas vão ser “muito difíceis”, adiantando que as operações estão centradas na proteção às populações. Atrás desta frente de fogo há mais dois incêndios ativos no distrito de Castelo Branco que se dirigem também para Mação.

Também o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, afirmou esta noite a sua preocupação em entrevista à SIC Notícias. “O que é preciso agora, realmente, são meios para combater o fogo, que foi algo que ainda não conseguiu ser feito. Quem está no terreno já percebeu que o que temos feito é correr atrás do prejuízo”, afirmou o autarca. Vasco Estrela indicou que “não tem havido combate” porque “não tem havido meios suficientes”, alertando para uma “situação extraordinariamente difícil”. “Temos várias aldeias na linha de fogo”, afirmou. “Neste momento, temos três ou quatro frentes de fogo a lavrar sem qualquer combate porque os poucos meios que estão no terreno estão a defender localidades”, acrescentou.

900 bombeiros no terreno

Segundo informação da Proteção Civil, cerca das 23 horas estavam mais de 900 bombeiros a combater os três grandes incêndios nos distritos de Castelo de Branco e de Santarém. Há localidades em perigo no concelho de Mação.

Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação, disse à CMTV, ter conhecimento de um “problema com um bombeiro, mas que não inspira grandes cuidados. O operacional foi transportado para o Hospital de Abrantes por precaução”.

As chamas passaram muito perto de varias habitações, tendo alguns barracões ardido. Ainda assim, nenhuma aldeia foi evacuada, segundo o autarca.

Militares reforçam dispositivo

Na sequência dos grandes incêndios que assolam neste momento os distritos de Castelo Branco e de Santarém, as Forças Armadas empenharam quatro máquinas de rasto, três do Exército e uma da Força Aérea, para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso dos operacionais que combatem o fogo. Em comunicado, o Estado Maior das Forças Armadas afirma que “este apoio surge no seguimento de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e irá centrar-se na localidade de Vila de Rei”. Com uma tripulação de cinco militares em cada máquina, vão ser empenhados 20 militares , sendo 15 do Exército e 5 da Força Aérea.

Presidente da República acompanha a situação

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está, “em constante contacto com quatro Presidentes das Câmaras Municipais das zonas afetadas” e “acompanha com preocupação o evoluir dos vários focos de incêndio ocorridos este sábado em vários pontos do País”, lê-se num comunicado publicado esta noite no site da Presidência da República.

Marcelo Rebelo de Sousa diz estar solidário com os operacionais no terreno e as populações afetadas. “Consciente das adversas condições meteorológicas, o Presidente da República transmite toda a solidariedade às centenas de homens e mulheres que combatem o flagelo nacional dos incêndios, bem como às populações mais diretamente atingidas, no que é acompanhado por todos os portugueses.”

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