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Bombeiros a pão & água

Em Humores

Um bombeiro de Coruche “incendiou” as redes sociais com a partilha de uma fotografia de um saco de plástico com uma sandes, uma água e uma maçã, no Facebook, a refeição servida aos combatentes do fogo em Vila de Rei e Mação. A acompanhar a foto, o protesto: “Em jeito de desabafo: Deixo a família, deixo o conforto da minha casa, venho arriscar a vida a defender aquilo que não me pertence. Saio de casa a correr, sem jantar sequer, passo a noite inteira a combater as chamas e a esta hora (12h) o que me dão para comer é somente isto!? É o reconhecimento que nos dão!”

O post tornou-se viral, com mais de 6.000 partilhas e 1.000 comentários, e mereceu honra de abertura do “Polígrafo SIC” esta segunda-feira. “É ou não verdade?” O “Polígrafo SIC” procurou a resposta junto do comandante dos bombeiros de Coruche que confirmou a situação relatada pelo bombeiro.

Os bombeiros de Coruche foram chamados às 19h40 e chegaram a Mação cerca das 23h00 para integrarem um grupo “morcego” encarregue do combate ao fogo entre a meia-noite e as 07h00. Normalmente, nestas circunstâncias, é fornecida alimentação e combustível antes de bombeiros e veículos serem enviados para o terreno. Mas neste caso isso não aconteceu.

Depois das 07h00, o grupo foi transformado em “reforço”, ficando no terreno até às 12h00, mais 5 horas que o inicialmente previsto.

Só então foi fornecida esta refeição, normalmente designada por “reforço”, uma refeição intermédia que é servida aos bombeiros entre as refeições principais.

A responsabilidade das refeições pertence à corporação ou associação de bombeiros que recebe os reforços. No caso, a área de atuação seria Mação.

O comandante dos Bombeiros de Coruche confirma toda esta situação, embora salvaguarde que está ciente dos constrangimentos causados pela presença de 1000 homens no local, os condicionamentos causados por um fogo de grandes dimensões, atípico e com progressão muito rápida. Mas sublinha que a logística não pode falhar. E quando diz logística refere-se a alimentação e combustível e também o combustível falhou, pois o veículo de Coruche ficou na reserva, o que pôs em causa a segurança da equipa no terreno.

Já a Autoridade Nacional de Proteção Civil afirma que a ter acontecido esta situação, foi um episódio pontual, sem significado. Adianta que ao posto de comando não chegou nenhuma queixa. As Forças Armadas foram chamadas a auxiliar as operações com uma cozinha de campanha.

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