Copernicus monitoriza os efeitos dos grandes fogos de Vila de Rei e Mação

Em Atual

O fogo de Vila de Rei e Mação é o maior de 2019 até à data, com mais de 8500 hectares ardidos, de um total de 17450 hectares consumidos pelos incêndios em todo o território nacional desde o início do ano de 2019.

Os fogos dos últimos dias resultaram em mais de 8500 hectares de Floresta ardida e uma massa enorme de fumo poluente libertado para a atmosfera. Um problema que está a ser acompanhado pelo Copernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS) que monitoriza eventos deste tipo.

O CAMS0 é o serviço implementado pela European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF) em nome da União europeia, que monitoriza fogos e as emissões causadas em toda a Europa recorrendo a sensores em satélites e dados no terreno. A monitorização é combinada com o sistema de previsão meteorológica da ECMWF, que modela o transporte e os compostos químicos das emissões, para prever como a atmosfera será afetada até cinco dias após a deteção do evento.

O fumo dos fogos não afeta só a saúde como coloca em perigo as vidas daqueles que vivem nas zonas limítrofes dos fogos, porém podem ainda ser levados por milhares de quilómetros pelo vento, tendo assim um forte impacto na qualidade do ar, refere a nota à imprensa do Copernicus

A frequência de grandes fogos tem vindo a aumentar, parte resultante das condições meteorológicas extremas devido às alterações climáticas, criando condições mais secas e quentes que se têm tornado no fator de maior risco. Adicionalmente, o impacto dos fogos é responsável por mais poluição que emissões industriais, pois produzem uma combinação venenosa de fuligem, dióxido de carbono, monóxido de carbono e pequenas quantidades de outros poluentes.

Tradicionalmente, a época de incêndios vai de Maio a Outubro com o seu pico de atividade entre Julho e Agosto. Os últimos eventos no Canadá, por exemplo, a CAMS foi capaz de detetar fumo a atravessar o Oceano Atlântico para a Europa numa questão de dias.

“Monitorizamos de perto a intensidade dos fogos e o seu fumo emitido”, refere Mark Parrington, Senior Scientist da CAMS. “Estes dados são importante para apoiar as organizações, empresas e indivíduos a planear atempadamente como combater os efeitos da poluição do ar, especialmente nas suas cidades.”

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*