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PSP registou 26 idosos vítimas de violência doméstica no distrito

Em Sociedade

Todos os dias no país, há quarenta e quatro idosos que são vítimas de violência. Segundo os dados nacionais do ano passado, a PSP registou mais de 16 mil idosos vítimas de violência. No distrito de Santarém, segundo informação recolhida junto da PSP pelo Mais Ribatejo, em 2018 registaram-se 26 idosos vítimas de crimes enquadráveis na violência doméstica, 17 dos quais no âmbito da relação conjugal ou análoga sendo 14 mulheres e 3 homens.

De acordo com os dados fornecidos pela PSP ao Mais Ribatejo, em 2018 a Polícia de Segurança Pública registou um total no Distrito de Santarém um total de 329 crimes de ofensa à integridade física simples; e 267 crimes relacionados com violência doméstica.

Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, na maior parte dos casos, os agressores são os filhos ou cuidadores. “Tem-se notado um aumento dos casos, quer de pessoas idosas que recorrem à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para receberem apoio, quer de denúncias feitas às autoridades, tanto PSP como GNR”, admitiu à comunicação social Marta Carmo, jurista da APAV. No entanto, sublinha, o aumento de casos “não significa automaticamente mais crime ou situações de violência, pode significar também que existe um aumento da sensibilização para a temática e uma maior visibilidade do fenómeno”.

No ano passado, a linha de atendimento da APAV recebeu 926 denúncias de casos de violência contra idosos.

No ano passado, a PSP sinalizou 16206 idosos vítimas de violência, ou seja, uma média de 44 idosos por dia, e foram abertos 15997 processos.

Para a jurista da APAV o caminho passa por “sensibilizar a população em geral, sensibilizar as pessoas idosas para saberem exatamente que tipo de situações podem enquadrar como violência ou crime, sensibilizar e formar os profissionais que cuidam das pessoas idosas, sinalizar o ‘burnout’ destes profissionais para evitar situações que resultem em violência, mais apoios às famílias, melhorar também a resposta institucional e, num sentido mais macro, criar políticas públicas que trabalhem melhor as respostas que existem para as pessoas idosas”.

Marta Carmo sublinha ainda que este tipo de violência continua a ser “escondida” porque acontece sobretudo no meio familiar, ou seja, situações em que o idoso está dependente do agressor. “Na verdade, muitos familiares são os chamados cuidadores informais e temos situações em que o familiar é quem cuida da pessoa idosa mas é também o agressor”.

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