A gola na goela

Em Opinião

O ministro Cabrita lembra o menino Joãozinho especialista em dislates a todo o tempo e nas horas boas a acabarem em más. Os leitores recordam-se da luta pela posse do microfone envolvendo o rapaz do apagão fiscal, dos guardas da GNR a vigiarem os cães moradores na sua casa de campo nos arredores de Santarém, os comentários azedos dirigidos ao Presidente da Câmara de Mação, se recuarmos no tempo vêm ao de cima as proclamações em defesa da regionalização e outras em consonância a corroborarem ser um forte rival do Joãozinho.

O seu currículo aumentou devido à entrega de milhares de golas inflamáveis destinadas a protegerem pessoas ameaçadas pelos incêndios, invenção dos seus próximos colaboradores peritos na arte de tentarem esconder o sol com uma peneira cujo exemplo maior é o pai do vendedor das golas, ou seja o Secretário de Estado da protecção civil, ou melhor dizendo artistas no espremerem a teta do orçamento pois se a vida custa a todos a eles deve custar muito menos porque exercem funções no Ministério tutelado a rédea curta pelo Senhor Eduardo Cabrita.

O governante desprovido de gola abriu a goela a fim de disparar setas (entenda-se palavras) dirigidas a todos quantos ousam perguntar a razão do disparate, da causa de o secretário de Estado procurar sacudir a água do capote numa bravata pueril de menino incapaz de praticar travessuras desta e de outras naturezas pois quem faz um cesto, faz centos.

No fim de contas políticas o ministro, o secretário de Estado, o adjunto chefe dos socialistas em Arouca são espíritos grávidos de pensarem que tudo é possível entre camaradas esquecendo-se ou fingindo esquecerem-se do progresso na transmissão de notícias e imagens, ignorando o aviso: gato escaldado da água fria tem medo, ora desde o fax de Macau vários governantes já foram obrigados a demitirem-se, no caso em apreço apenas o menos graduado na escala hierárquica.

O anedotário político foi enriquecido, o orçamento estatal empobrecido, os contribuintes vão enfiar a conta pela goela abaixo, nenhuma gola os livra disso pois o fisco é glutão, insaciável como Gargântua foi.

O Verão está prestes a atingir o pináculo, sendo a estação maluca não nos devemos surpreender se novas golas a suscitarem amargores nos nossos gorgomilhos surgirem, o governo é grande e nós aguentamos ao modo do burro de Sancho Pança. Tenhamos fé, o António Costa não consegue aquietar todos os seus lugares tenentes de goela escancarada a tempo inteiro.

Armando Fernandes

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