Escavações arqueológicas continuam no concheiro do Cabeço da Amoreira em Muge

Em Ciência/Região

Uma equipa do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve, que integra os arqueólogos Célia Gonçalves, João Cascalheira, Lino André e Nuno Bicho, está a realizar escavações no “concheiro” do Cabeço da Amoreira, localizado em terrenos da Casa Cadaval, em Muge.

As escavações incidem na área central e na zona circundante ao Concheiro e têm como principal objetivo a obtenção de dados novos e mais pormenorizados sobre os modos de vida daquelas que foram as últimas comunidades de caçadores-recoletores do Centro de Portugal, há cerca de 8.000 anos.

Contam com o apoio de um grupo de voluntários norte americanos, inseridos num programa do Earthwatch Institute, uma organização sem fins lucrativos que tem como missão envolver os cidadãos de todo o mundo em pesquisas científicas de campo.

A equipa, que ao longo dos últimos anos se tem mantido em atividade naquele local, em particular nos meses de verão, contou sempre com o apoio da Câmara Municipal e da Casa Cadaval, a nível logístico e de alojamento, arrancou com os trabalhos no início do mês de agosto, sendo que já foram encontrados inúmeros artefactos em osso, pedra e adornos feitos em concha.

Os Concheiros de Muge foram descobertos em 1863 pelo geólogo Carlos Ribeiro e constituem o maior complexo mesolítico da Europa. Correspondem a “colinas artificiais” formadas por conchas de lamejinhas onde se estabeleceram sazonalmente comunidades de caçadores-recoletores que faziam da apanha de moluscos uma das suas principais atividades de subsistência.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Recentes de Ciência

Ir para Início