Trabalhadores das Misericórdias em greve a todo o trabalho extra até final do ano

Em Atual/Sociedade

Os trabalhadores da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e das Santas Casas de Misericórdia associadas da UMP estão em luta pelo aumento dos salários e pelo pagamento acrescido de 100% do trabalho de escala em dia feriado, e por isso iniciam no dia 15 de agosto (feriado) uma greve a todo o trabalho extraordinário e ao trabalho de escala em dia feriado.

Em nota à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, sublinha que “os trabalhadores das Misericórdias (UMP e Santas Casas de Misericórdia), que prestam um serviço de enorme importância social, nomeadamente na prestação de cuidados aos utentes, mas também de muito desgaste físico e psíquico, têm salários de miséria, associados a uma enorme exploração, sendo todo esse trabalho feito à custa do empobrecimento dos trabalhadores“.

De salientar que grande parte do financiamento destas instituições vem do Estado (Ministérios da Segurança Social, da Saúde e da Educação). Em Julho, foi negociado novo protocolo de cooperação com o Governo para financiamento das Santas Casas de Misericórdia que aumentou os valores da cooperação em 3,5%, mas “a UMP e as Santas Casas de Misericórdia não querem negociar o aumento dos salários dos trabalhadores“, acusa o Sindicato.

O salário dos trabalhadores do apoio, na generalidade das Santas Casas de Misericórdia, é actualmente de 600 euros por via do aumento do salário mínimo nacional. “Com 20 anos de antiguidade nestas instituições, estes trabalhadores continuam a receber o salário mínimo nacional!”

Para o Sindicato, “esta situação é insustentável. O aumento dos salários de todos os trabalhadores das Misericórdias é urgente e fundamental.”

Além dos baixíssimos salários, os trabalhadores das misericórdias, que trabalham em lares, unidades de cuidados continuados, casas de acolhimento de crianças e jovens em risco, centros de apoio à deficiência, etc, nas misericórdias estão obrigados a trabalhar nos feriados e pelo trabalho prestado nesse dia recebem apenas metade do tempo trabalhado ou o gozo de meio dia de descanso compensatório.

“A acrescer a toda esta exploração, as Misericórdias não pagam aos sócios do CESP as diuturnidades que lhes são devidas”, salienta o Sindicato, que defende que esta situação de trabalho forçado tem de ser corrigida. O trabalho e os trabalhadores das Misericórdias têm de ser valorizados!”

Para exigir a satisfação das suas reivindicações e o cumprimento dos seus direitos, os trabalhadores da UMP e das Santas Casas de Misericórdia associadas da UMP estarão em greve ao trabalho suplementar e ao trabalho em dia feriado, entre 15 de agosto e 31 de dezembro de 2019.

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