CDS quer medidas para travar invasão de jacintos de água no rio Sorraia

Em Região

A deputada Patrícia Fonseca, cabeça de lista do CDS-PP pelo Distrito de Santarém às Legislativas de 6 de outubro, quer saber que medidas tem o Governo previstas para travar a invasão de jacintos de água nos cursos de água do distrito.

Na pergunta enviada ao Ministro do Ambiente e da Transição Energética, Patrícia Fonseca questiona se este tem conhecimento da invasão de jacintos de água que atualmente afeta o rio Sorraia numa extensão de cerca de 40km e se o Ministério recebeu algum pedido de ajuda por parte das autarquias envolvidas, nomeadamente Benavente e Coruche. Se sim, Patrícia Fonseca quer saber qual foi a resposta dada pelo Ministério.

A deputada e candidata pergunta depois que intervenções estão planeadas no rio Sorraia e com que resultados, assim como nas valas de Almeirim e Alpiarça e no rio Alviela e na ribeira de Muge.

Não sendo possível a erradicação do jacinto de água, Patrícia Fonseca questiona que medidas estão a ser tomadas pelos organismos competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas – para combater esta praga que está a alastrar por todo o país, e se realizado algum tipo de monitorização dos cursos de água com vista ao controlo deste tipo de pragas e com que regularidade.

Finalmente, a deputada do CDS-PP quer saber quantos casos existem, reportados às autoridades competentes sob a alçada do Ministério do Ambiente e da Transição Energética e que tipo de apoios estão previstos para os municípios afetados.

Vários órgãos de comunicação social deram conta esta semana de que um grupo de cidadãos estima que, entre Benavente e Coruche, 80% do rio Sorraia já esteja coberto por jacintos de água.

O jacinto de água (Eichornia crassipes) é considerada uma das plantas invasoras aquáticas mais problemáticas em Portugal. Trata-se de uma planta extremamente resistente, que aguenta grandes alterações ambientais e que compete com as espécies autóctones, impedindo a entrada de luz solar e a oxigenação da água, com graves consequências para a fauna e a flora dos cursos de água afetados.

A sua proliferação está a gerar muita preocupação no Ribatejo, sendo urgente uma intervenção das entidades oficiais da área do ambiente.

O problema da proliferação de jacintos de água não é novo, nem no Ribatejo nem noutras zonas do país, um pouco de norte a sul, onde se tem vindo a intensificar cada vez mais e com maior frequência.

Ao longo dos últimos dois anos têm sido reportadas situações preocupantes de norte a sul do país – nos rios Cávado, Ave, Douro, Vouga, Mondego, Tejo e Guadiana. A praga de jacintos de água no rio Guadiana levou a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva) a investir em tecnologia de ponta através da aquisição de uma máquina anfíbia.

Em janeiro de 2018, o CDS-PP questionou o Ministro do Ambiente sobre uma praga de jacintos de água na ribeira de Muge. E já na altura, não sendo possível a sua erradicação, questionámos que medidas estavam a ser tomadas pelos organismos competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas – para combater esta praga e evitar novas invasões, e que intervenções tinham já sido realizadas e com que resultados.

Na resposta, reconhecendo que a erradicação do jacinto de água é impossível, o Senhor Ministro referiu que o controlo e combate da planta, presente em Domínio Hídrico, deve ser concertado entre as diversas entidades corresponsáveis, e revelou que estavam a ser promovidas ações de controlo e combate pelos municípios, em colaboração com a APA e o ICNF, através da remoção mecânica e manual da planta, nos locais onde as áreas ocupadas eram mais extensas, com a sua posterior deposição nas margens, fora do alcance das águas, para secagem.

A praga de jacintos de água atingiu uma dimensão inédita, sendo que as condições climatéricas e os baixos caudais ajudam ao agravar do problema, e os elevados custos das operações de remoção levam a que muitas autarquias não tenham capacidade financeira para o fazer com eficácia– como é o caso no rio Alviela, na vala de Alpiarça e na vala de Almeirim.

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