O engrolar de Pardal

Em Opinião

O sindicalista, advogado e homem de negócios Pardal Henrique no mês de Abril primeiro debicou, depois comeu milho desalmadamente ao comandar no mês de Abril uma greve desaustinada a surpreender País, deixando o governo de mãos atadas e a oposição às aranhas em território sem aracnídeos. O primeiro milho é dos pardais, assim o diz o rifão, pois bem o Senhor Pardal ficou de papo cheio, a cabeça a rebentar de emoções, com as pernas bambas dada a amplitude da passada em perspectiva. Nova greve.

Uma greve por tempo até poder chegar aos dez anos, capaz de colocar o País a quatro patas, havia que aproveitar a embalagem, entre «mortos e feridos» alguém iria escapar, quem iria seria o Sindicato vitorioso em Abril. O populista Pardal enganou-se.

Enganou-se na justa medida de ter minimizado António Costa e vários socialistas temperados por várias «guerras», desde a da unicidade sindical na qual Salgado Zenha teve papel destacado, passando pela da Carta Aberta até à aparição da UGT. O activista Pardal é novo, não possui cultura sindical, o mesmo se passa com a maioria dos associados dos Transportes perigosos, de grosso modo estão carecidos de sentido estratégico, pensamento para lá dos telemóveis e sapatilhas, em suma: foram progressivamente vítimas da táctica do salame (procurem saber do que se trata), da intensa agonia a conta-gotas destilada na comunicação social através da máquina de propaganda socialista.

No fim de tarde de Domingo apareceu Pardal Henriques engrolado, o milho maís desapareceu, no seu lugar veio milho painço a dirimir a garantir nas próximas negociações, o aventureiro Pardal enfraqueceu o universo sindical, afiou as garras repressivas sem sangue e…muitos sonham rever a lei da greve. A mão de ferro debaixo de luva de pelica encabrestou Bloco e o Partido Comunista, a Senhor Cristas perdeu a veleidade de ocupar a cadeira de primeiro-ministro, quanto a Rui Rio não leva em linha de conta a evidência de ser mal-amado no nicho da comunicação social, do eleitorado não ser igual ao Porto, para além das mudanças operadas. Enfim, um Estio a correr de feição a Costa.

Armando Fernandes

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