Quem dá mais?

Em Opinião

A campanha de caça ao voto principiou há vários meses. Avultam as promessas, umas capazes de motivarem os leitores a reflectirem sobre as mesmas podem implicar alterações no colocar o voto, outras, pura e simplesmente, levarem os eleitores a duvidarem da sanidade mental de quem as apresenta, se assim não for, os propagandistas da nova banha da cobra possuírem a esperança de os eleitores terem nascido depois da extinção dos palavrosos especialistas no acicate da fé na aquisição da milagrosa banha capaz de curar todas as enfermidades – às claras e ocultas –, ou os mais idosos (e há muitos) repetirem no erro. Agora, em vez da banha pestilenta, o cérebro recebe patacoadas sopradas e cantadas nas televisões, desconfiam tal como o pobre desconfia quando a esmola é grande. No entanto, a apatia suscitada pela erosão do capital de confiança nos partidos ditos tradicionais levou a irrupção de novos partidos do mesmo modo que surgem os furações no Estio, e os seus mentores imitação de ratos amigos de queijo protegido por ratoeiras, teimando no desejo de conseguirem uma fatia recusando-se a verificar o ridículo em forma de manta invisível.

As promessas em catadupa obrigam-me a dar o benefício da dúvida a quem as anuncia, ou seja: têm um mínimo de fundamento e valem reflexão, ou são estúpidas e irrealistas fazendo pairar a suspeita sobre se os autores estão em perfeitas condições de saúde, se tiveram um súbito ataque de demência, até porque segundo os especialistas dizem que parte substancial da população portuguesa sofre de disfunção mental.

Gastaria imenso tempo a seriar as propostas sem nexo, melhor dito, de acordo com os valores civilizacionais de gente de trato, de bom senso, defensora da boa gestão dos dinheiros públicos, de visão do futuro, especialmente no tocante às nossas poupanças que tanto sofreram no passado recente, as maldades da Troika continuam bem vivas para azar de Rui Rio, daí os receios relativamente à turbulência n Mundo.

Nenhum dirigente escapa à febre das promessas, nem o Partido Comunista fica de fora, do PAN tudo se espera atém um SNS para gatos e cães, quer o extermínio de milhões vacas dado expelirem ventosidades a enevoarem o firmamento. O Bloco ao modo dos feiticeiros prometem sol na eira e chuva no nabal, os do centro oferecem mais do mesmo, veremos se atingem o querer de alguns laranjas, o Centrão. A Senhora Cristas esfalfa-se no combate contra o PSD, Aliança e liberais. Quem dá mais’

Armando Fernandes

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