Caloiros da Universidade Católica vão apanhar 4 toneladas de restolho para os Bancos Alimentares

Em Sociedade

Cerca de 300 caloiros da Universidade Católica vão trabalhar nos campos da Golegã, por um dia. Prevê-se uma colheita de mais de 4 toneladas de alimentos colhidos no restolho, que serão entregues aos Bancos Alimentares.

Como já vem sendo tradição, no próximo dia 4 de setembro, a AGROMAIS e AGROTEJO vão acolher pelo quinto ano consecutivo, 300 caloiros da CATÓLICA LISBON SCHOOL OF BUSINESS & ECONOMICS, em mais uma ação do projeto Restolho.

“O Projecto Restolho enquadra-se na estratégia de uma agricultura sustentável que visa conciliar a atividade agrícola com a biodiversidade e a sustentabilidade dos recursos existentes, integrado no objectivo de promover o combate ao desperdício alimentar”, dizem os promotores da iniciativa.

Assim, o “Dia Solidário” da CATÓLICA-LISBON, que tem como objetivo integrar os novos alunos no ambiente académico, envolvendo-os e partilhando os valores fundamentais que estão na base da cultura da universidade, adere uma vez mais ao projeto Restolho.

Criado sob o mote “uma segunda colheita para que nada se perca”, lançado no ano 2013, pela AGROMAIS e AGROTEJO, em parceria com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBACF) e a ENTRAJUDA, o projeto Restolho tenta fazer a ponte entre os produtos hortícolas que ficam nos campos e os Bancos Alimentares da região onde se inserem estas organizações de produtores.

Como objetivo para além da distribuição de alimentos a famílias carenciadas pretende-se assim, ver reduzido o desperdício alimentar na atividade agrícola.

Desde o seu início este projeto já recebeu mais de 4000 voluntários, entre empresas, escolas, universidades e colheu cerca de 90 toneladas de produtos hortícolas nomeadamente, abóbora, alho, cebola, couves, batata, fava, melão, tomate entre outros, que por serem perecíveis, não são habitualmente doados nas campanhas de recolha apesar da sua importância na alimentação.

Estima-se que Portugal perde anualmente cerca de um milhão de toneladas de alimentos produzidos para consumo humano.

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