Cartaxo reforça dispositivo de defesa da floresta contra incêndios

Em Região

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, convocou reunião com forças de segurança do concelho e presidentes de junta de freguesia, para acionar medidas excecionais em casos de alerta vermelho, previstas no Dispositivo Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios.

Face às previsões meteorológicas previstas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio florestal e, face ao Alerta Vermelho, emitido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no período compreendido entre as 00h00 do dia 4 de setembro e as 23h59 do dia 8 de setembro, Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo reuniu esta manhã, dia 4 de setembro, com os presidentes das juntas de freguesia do concelho, Serviço Municipal de Proteção Civil, Bombeiros Municipais do Cartaxo,  Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR) para acionar as medidas de carácter excecional constantes no Plano Operacional Municipal da Defesa da Floresta contra Incêndios, nomeadamente  com o reforço de meios e de operações de vigilância e patrulhamento nas zonas rurais, por parte da PSP e da GNR, e com o reforço de mais uma equipa de especializada no combate a incêndios rurais, nos Bombeiros Municipais do Cartaxo.

Para Pedro Magalhães Ribeiro “a concertação de esforços entre todos os agentes de proteção civil é essencial para a minimização de riscos, para a proteção de pessoas e bens e para a preservação do nosso território rural.”  

O comunicado técnico emitido pelo Serviço Municipal de Proteção Civil do Município do Cartaxo, destaca, ainda, que neste período, é proibida a realização de queimas ou queimadas, assim como, qualquer atividade que implique uso de fogo. O Serviço Municipal de Proteção Civil do Município do Cartaxo pode ser contactado pelo telefone 243 700 288, para o esclarecimento de qualquer dúvida da população.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) são esperadas as seguintes condições:

  • Vento moderado (até 30 km/h) do quadrante Leste, temporariamente de noroeste forte (até 40 km/h) na faixa costeira ocidental durante a tarde. Nas terras altas, em especial do Norte e Centro, vento forte (até 45 km/h) de Norte/Nordeste a partir do meio da tarde.
  • Na noite de 5 para 6 de setembro, nas terras altas, em especial do Norte e Centro, vento forte (até 40 km/h) do quadrante Leste até meio da manhã de sexta-feira.
  • Condições de instabilidade atmosférica que dificultam o controlo dos incêndios rurais em especial nas regiões do centro, Estremadura e do interior Norte e Centro.
  • Humidade relativa do ar baixa em todo o território, entre 20 e 30% exceto a faixa litoral, entre 10 e 20% no interior, com fraca recuperação noturna no interior e litoral Centro, e sotavento algarvio.
  • Temperatura máxima acima de 30 ºC na generalidade do território, incluindo a faixa costeira, e entre 35 e 39 ºC na bacia do rio Tejo, Estremadura, no Alentejo e nas regiões do centro e no interior algarvio.

As medidas de carácter excecional no âmbito da Situação de Alerta são:

  • Elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte da GNR e da PSP, com reforço de meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas, considerando-se para o efeito autorizada a interrupção da licença de férias e/ou suspensão de folgas e períodos de descanso;
  • Proibição da realização de queimadas e de queimas de sobrantes de exploração;
  • Proibição total da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas;
  • Dispensa dos trabalhadores dos setores público e privado que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário, nos termos dos artigos 26.º e 26.º-A do Decreto-Lei n.º 241/2007;
  • Proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios (PMDFCI), bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais;
  • Recurso aos meios disponíveis previstos no Plano Nacional e nos Planos Distritais de Emergência e Proteção Civil;
  • Realização pela GNR de ações de patrulhamento (vigilância) e fiscalização aérea através de meios da Força Aérea, nos distritos em Estado de Alerta Especial (EAE), incidindo nos locais sinalizados com um risco de incêndio muito elevado e máximo;
  • Mobilização em permanência das equipas de sapadores florestais;
  • Proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais, com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâmina ou pá frontal.

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