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InovMilho reuniu 250 participantes em Dia de Campo em Coruche

Em Empresas

O Dia de Campo InovMilho, realizado ontem na Estação Experimental António Teixeira, em Coruche, demonstrou que o milho é uma cultura mobilizadora e com capacidade de Inovação. Cerca de 250 pessoas participaram nesta montra tecnológica que é uma referência no panorama agrícola nacional.

O InovMilho- Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e Sorgo apresentou a Agenda de Inovação para as Culturas do Milho e Sorgo, com um plano de ação a executar até 2025. A Agenda define as prioridades dos produtores e da fileira em matéria de Inovação, visando otimizar a eficiência da produção, a qualidade dos cereais e o uso dos recursos naturais (solo, água e biodiversidade).

O Ministro da Agricultura, Luis Capoulas Santos, que participou na sessão de encerramento do Dia de Campo, destacou «o crescimento sustentado do Centro de Competências InovMilho ao longo destes quatro anos, no qual o Ministério da Agricultura orgulhosamente se insere, e que dará cada vez mais frutos, porque resulta da cooperação entre os produtores de milho e mais de 30 parceiros».

Na visita aos ensaios de campo, as empresas e a comunidade científica e académica deram a conhecer técnicas e tecnologias inovadoras que potenciam a produtividade e a sustentabilidade da cultura do milho, entre as quais, o uso eficiente da água de rega através da Agricultura de Conservação, a utilização de bactérias do solo na promoção do crescimento do milho ou a conservação genética de variedades tradicionais de milho e sua importância face às alterações climáticas.

Durante o Dia de Campo InovMilho foi revelado em primeira mão que será formalmente criado na próxima quarta-feira, no INIAV em Elvas, o Centro de Competências para Adaptação às Alterações Climáticas no Setor Agroflorestal. Na sequência de um repto lançado pelo Ministro da Agricultura, mais de 50 entidades do setor agrícola, entre as quais a ANPROMIS, mobilizaram-se para a constituição deste Centro de Competências que pretende dar resposta «ao grande desafio do presente e do futuro, que é o combate e a mitigação das consequências das alterações climáticas, para o qual todos temos de nos mobilizar, designadamente através da cooperação, da busca e da partilha do conhecimento», afirmou Capoulas Santos.

No contexto da adaptação da agricultura às alterações climáticas, o presidente da ANPROMIS, Jorge Neves, defendeu que «o nosso país tem de prosseguir a defesa descomplexada do regadio» e o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Eduardo Oliveira e Sousa, afirmou que o setor agrícola «ambiciona um verdadeiro Pacto de Regime em torno do regadio e do aumento da capacidade de armazenamento de água, com a participação de todos os partidos políticos e da sociedade civil».

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