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Produtores de tomate preocupados com campanha deste ano no Ribatejo

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A Associação Portuguesa de Produtores de Tomate e os Produtores de Tomate para a Indústria estão a pedir apoios excepcionais ao Governo e à União Europeia devido a uma campanha cujo balanço consideram negativo.
As organizações de produtores de tomate alertam para um ano difícil, em que o combate aos “fungos e outras mazelas” obrigou a um aumento dos custos de produção que 7 mil euros por hectare, devido aos tratamentos nas terras e nas plantas para tentar salvar a produção.
Os problemas nesta campanha, que termina no final de setembro, obrigaram mesmo os agricultores a dividir as terras, para tentar salvar o tomate que ainda está saudável e evitar o prejuízo total.
O esforço tem resultado com médias de produção próximas das 100 toneladas por hectare, mas os produtores de tomate consideram que o valor pago pelas indústrias transformadoras de tomate, entre 75 a 80 euros por hectare, está muito baixo e não compensa os custos de produção deste ano.
Além do mais, diz o comunicado da Associação Portuguesa de Produtores de Tomate, os custos reais de arrendamento da terra à campanha chegam a atingir mil euros na zona irrigada mais próxima, aumentando para o dobro na zona da Lezíria, o que representa um custo adicional importante para os seareiros, retirando rendimento pelo próprio trabalho.
Contas feitas, as organizações de produtores de tomate reclamam apoios excepcionais e medidas específicas para Pequenos e Médios Empresários como, por exemplo, ajudas para os tratamentos fitossanitários, compensação pelos baixos preços na indústria, combate à especulação no arrendamento, e reforço do Regime de Pagamento Base ao hectare, que passaria dos actuais 240 euros para 350 euros por ano.
Só com estas medidas, dizem as associações de produtores de tomate se poderá sair de uma situação que consideram insustentável.

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