Roteiro cultural para o fim de semana em Santarém

Em Ribatejo Cool

sábado:

Este sábado, dia 14 de setembro, às 09h30, tem início a Visita e Percursos “Santarém em Cena”, alusiva ao tema “O teatro, participação do Veto Teatro Oficina”, com a Guia, Vera Duarte, com início no Teatro Taborda / Círculo Cultural Scalabitano. A visita tem a duração de cerca de 2h30 e termina no Bairro de S. Bento.

Esta iniciativa está integrada no In. Santarém 2019 – Festival de Artes e Cultura.

Santarém foi berço do dramaturgo Bernardo Santareno e do ator, encenador e recitador Mário Viegas, ambos de nome próprio António, e ambos nomes marcantes, singulares e incontornáveis do teatro português.

A origem da palavra teatro remete-nos para o grego e para o seu significado de olhar com atenção, perceber, contemplar.

Este é o desafio, o de olhar Santarém, encontrando um pouco pela cidade referências a esta arte que nos emociona e transforma enquanto espectadores.

Das 10h00 às 13h00, as ruas do Centro Histórico da Cidade recebem o Percurso/Tradição, que conta com a participação do Rancho Folclórico Os Camponeses de São Vicente do Paúl, numa organização do INATEL.

Esta iniciativa está integrada no In. Santarém 2019 – Festival de Artes e Cultura.

No Jardim Portas do Sol, entre as 10h30 e as 12h00, há Animação Desportiva com diferentes atividades para famílias, uma ação que conta com o apoio da DECATHLON. Entre as 11h00 e as 12h00, tem lugar uma sessão de ‘Yoga para todos’, com orientação dos monitores da AMA – Associação Movimento Aberto. Esta iniciativa está integrada no In.Santarém 2019 – Festival de Artes e Cultura.

Das 10h00 às 18h00 tem lugar o FAAMA – Festival de Artes da Associação Movimento Aberto – AMA, no Jardim Portas do Sol.

Desde o seu início em 2015 que a Iniciativa Verão In. Str tem acolhido o FAAMA. O Festival inclui diversas aulas de Yoga, para diversos públicos, bem como uma área de recreação com música e danças comunitárias.

Joana Bagulho em concerto.

Às 18h30, no âmbito das comemorações do 5.º aniversário do Museu Diocesano de Santarém, Joana Bagulho toca Carlos Paredes em Cravo.

ACÇÃO é concerto de Joana Bagulho, a partir de transcrições para cravo de peças de Carlos Paredes por si realizadas. Neste programa são incluídas algumas peças para cravo dos séculos XVII e XVIII que serviram de inspiração para a realização das transcrições.

“A guitarra portuguesa e o cravo partilham a mesma função de acompanhadores. É muito interessante verificar a semelhança das malhas de acompanhamento do fado na guitarra, com os protótipos de acompanhamento do baixo contínuo no cravo.

A música de Carlos Paredes tem muitas referências ao que parece ser a linguagem idiomática do cravo: O cromatismo dos baixos, as harmonias ricas e repetidas exaustivamente, as notas repetidas… Ao ouvir passagens da música de François Couperin ou Domenico Scarlatti é incrível descobrir as semelhanças nas dissonâncias da música de Paredes. Na verdade, tanto a música de Paredes como a de Couperin descendem do mesmo instrumento – O Alaúde.

Carlos Paredes conhecia e tocava as obras barrocas para guitarra. Tinha um fascínio pelo repertório ibérico para cravo chegando a propor a Rui Vieira Nery um programa para guitarra portuguesa e cravo. A incorporação de peças barrocas neste concerto comentado permite a realização de uma associação direta dos elementos que tornam estas composições tão próximas.

ACÇÃO é o título da primeira peça do recital. Esta peça integra o segundo disco de Carlos Paredes em 1963 com o nome de “Acção – Prelúdio” e é mais tarde transformada em Canto de rio; a peça que encerra o recital. Acção é também uma palavra-chave na vida e obra de Paredes, na sua atitude em relação à música e à sociedade. De certo modo também posso dizer que “Acção” representa para mim o ato de pôr em prática as transcrições da música de Carlos Paredes para cravo, uma vontade que me acompanha há muito tempo.”

Ficha Técnica: Transcrições e interpretação Joana Bagulho | Música de Carlos Paredes

Às 21h30, tem início a “Gala Love Conquers All”, no Jardim Portas do Sol, promovida pela Time 4 Satisfaction.

O evento é realizado por puros amadores e praticantes de dança, desde os grandes pequenos a pequenos grandes, que retratam desta forma, o dia-a-dia desde o primeiro ao ultimo momento de um percurso de vida do comum mortal.

São demonstrados sobre a forma de dança alguns pequenos e grandes passos da vida de podia ser de qualquer um de nós.

A diferença, a inserção social, a criança, a juventude, a família, a terceira idade são alguns dos quadros retratados em movimentos de dança, onde acima de tudo não sendo visto como milagre, o Amor é algo que ajuda a conquistar e a vencer barreiras.

domingo:

Este domingo, dia 15 de setembro, às 21h30, assista à Gala Ópera ao Ar Livre, na Praça Sá da Bandeira (Largo do Seminário), pela ORQUESTRA DE SOPROS DE OURÉM e pelos CHORUS AURIS e CORO DA OUREARTE, que apresentam Óperas e músicas líricas inesquecíveis, de Mozart, Verdi, Bizet e Offenbach. Este Concerto conta com a participação dos solistas: Soprano – Tânia Ralha, Mezzo soprano – Angela Silva, Tenor – Toni Mendes, Soprano – Daniela Antunes, Barítono – João Silva e do Maestro, José Pedro Figueiredo. (Entrada livre).

Esta iniciativa está integrada no In.Santarém 2019 – Festival de Artes e Cultura.

Orquestra de Sopros de Ourém.

As mais famosas árias de sempre, os coros de abertura de óperas inesquecíveis e músicas líricas que nunca saíram de moda, assim será o espetáculo, que também será encenado, que a INATEL e a AMBO, com a participação da Ourearte levam ao belo Largo do Seminário em Santarém já na parte final do In.Santarém.

O espetáculo conta com solistas portugueses, a música está a cargo de uma das melhores orquestras da região e a direção artística é da responsabilidade de José Pedro Figueiredo, coadjuvado pela Carla Pais, Tiago Alves e Ângela Marques.

“Ópera para Todos” é um projeto da Fundação INATEL que pretende divulgar e desmistificar uma série de conceitos associados à Ópera. O objetivo é levar a ópera a todos os públicos, essencialmente os menos habituados, em festa e da forma mais abrangente possível.

A decorrer:

Até dia 21 de setembro visite a Exposição Cartografia Sentimental, no Palácio Landal.

Exposição Cartografia Sentimental é um projeto expositivo híbrido, que explorará a relação das pessoas com a cidade, nomeadamente, com a zona histórica, criando tangentes a questões como a Topofilia, das cidades que se modificam todos os dias e de como transformamos espaços em lugares.

Até dia 21 de setembro, visite a Exposição “Até onde o olhar alcance” –  exposição de fotografias, no Jardim Portas do Sol.

A mostra reúne imagens e olhares de cinco fotógrafos amadores, Ana Paula Sousa Simões, Luís Perdigão, Mário Lavrador, Rita Valério e Susana Esquível e é organizada por Paulo Semblante da In.Focus, no âmbito do projeto municipal Santarém Cultural/ In.Santarém 2019- Festival de Artes e Cultura.

Estes fotógrafos partilham, neste espaço, um dos ex-libris da cidade de Santarém, o mesmo elemento paisagístico, tão bem presente em seu redor…o horizonte.

Em todas as imagens expostas está patente o conceito fotográfico da profundidade de campo. Esta de maior ou menor grau, é auxiliada por linhas imagéticas que em perspetiva redirecionam e conduzem o olhar para um ponto e elemento principal desta mostra, acima referido, e quase sempre presente na fotografia de paisagem.

Com esta mostra deixar-se levar….até onde o seu olhar alcance!

Até dia 30 de setembro, visite a Exposição de Pintura “Paisagens” de Francisco Pereira, na Sociedade Recreativa Operária – Palácio Landal. A Mostra pode ser visitada de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00.

“…paisagens são volumes, cores, odores, são no fundo tudo o que nos rodeia e impressiona, o que nos transmite emoções e sentimentos. É neste contexto que o espetador observa, independentemente da leitura pessoal e única. …e assim nasceram as “minhas paisagens” (talvez) fruto de memórias recentes…porque a pintura é uma forma de sentir!”

Francisco Luis Marques Rosa pereira, nasceu em Lisboa em 21 de junho de 1957, artista plástico, autodidata, desenvolveu a sua atividade artística a par de atividades de pintura com crianças em Sintra e Castro verde.

Participante habitual no verão In.Santarém desde 2015, é ainda membro organizador do Pictorin-Encontro Internacional de Artistas Plásticos em Santarém, e do projeto “Pintar na rua/Brincar com arte” que se realiza anualmente com crianças nesta cidade de Santarém.

Membro da “Culthouse”-Londres-Inglaterra, participou em várias exposições individuais e coletivas. Individual, “pintura”, Castro Verde, 2000; Individual “Underground”, Évora 2009; individual, “mais do que um olhar”, Santarém, 2014, etc.

Coletivas, 2015, 2016, 2017 e 2018 em Santarém.

Tem obras espalhadas um pouco por todo o País, adquiridas por particulares.

Contatos: marquespereira54@sapo.pt | TLM: 91 183 65 40

Até dia 30 de setembro, visite a Mostra Bibliográfica “As Artes”, na Biblioteca Municipal Braamcamp Freire. Patente de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 18h00.

Comemoramos no mês de setembro mais uma edição da Jornadas Europeias do Património 2019, enquadradas no tema “Artes Património Lazer”.

A Biblioteca Municipal associa-se às comemorações com uma exposição bibliográfica alusiva às “Artes”, uma parte da cultura que atrai e envolve a sociedade civil e que nos permite a todos viver e experienciar outras dimensões da vida quotidiana.

Até dia 30 de setembro, visite a Exposição Bibliográfica Vamos ler… José Augusto França”, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 18h00 e aos sábados, das 09h30 às 12h30.

José Augusto França, considerado o nome maior da historiografia da Arte em Portugal, natural da cidade de Tomar, manifestou o seu interesse pela pintura em 1946. Foi uma das figuras mais influentes e dinâmicas da vida cultural portuguesa no período entre 1940 e 1950.

No registo dos seus 96 anos prestamos a merecida homenagem a tão prestigiado e nobre crítico de Arte, um autor que nunca será esquecido.

Ate dia 31 de outubro, visite a Mostra Documental “Falam documentos de outras eras”, na Biblioteca Municipal Braamcamp Freire, de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 18h00.

Registo da carta de nomia-|ção de Professora de ensino| de Meninas nesta Vila D. Maria do Patrocinio de| Lemos e Aragão.

Dona Maria por Graça de Deos, e pela Consti-|tuição da Monarquia, Rainha de Portugal, e Algar-|ves e seus domínios = Faço Saber aos que esta mi- |nha Carta virem Que Hei por bem, confirman-|do-me com a Proposta do Concelho Geral Derector do ensino Primario e Secundario, Fazer | Mercê de Nomiar para Mestre Proprietaria | e Vitalicia da Escola de Educação de Meninas| da Vila de Santarem (…). Pelo que orde-|no ao Administrador Gera d’aquele Distri-|cto de Santarem, que sendo-lhe presente| esta Carta selada com o Selo da Cauza Pu-|blica defira o competente juramento á| dita Dona Maria do Patrocinio de| Lemos e Aragão, ou quem para eSse acto|estiver munido de Ligitima procuração, | e lhe faça dar poSse do seu Cargo pelo Adme-|nistrador do respectivo Concelho, deixando-lhe servir| e executar, na conformidade da Lei de 19-08-1837.

(Estabelece o regimento da recolha da Décima e impostos anexos).

Carta referendada pelo ministro e secretario de Estado dos Negócios do Reino, e selada com o selo das armas reais. Paço das Necessidades, 24 de outubro de mil oitocentos e quarenta. Assinam, a rainha e Rodrigo Fonseca Magalhães.

Em consequência da expulsão dos Jesuítas, que possuíam o exclusivo do ensino escolar e desatualizado, Portugal foi detentor de várias reformas, entre elas, as do ensino. Levadas a cabo pelo então ministro de D. José I (Sebastião José de Carvalho e Melo/Marquês de Pombal). Porém, como forma de sustentabilidade do pagamento das remunerações dos professores, foi criado o Subsídio Literário, pelo Alvará de 28 de junho 1759. Mantendo-se por longo tempo. Manda a rainha D. Maria II, pela Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda, que o tesouro Público Nacional satisfaça com brevidade as seguintes questões: qual o rendimento efetivo do rendimento da Décima; das Terças e do Subsidio Literário, dos Concelhos do Continente e das Ilhas dos Açores e Madeira. Paço das Necessidade, 18 de fevereiro de 1837. Assina, José da Silva Passos.

Até 24 de dezembro, visite a Exposição ‘Urbanidade – 150 anos de Elevação de Santarém a Cidade (1868-2018)’, em várias ruas, praças e largos de Santarém. A mostra pode ser vista em diferentes pontos do planalto, onde várias telas apresentam a evolução da terra através de imagens acompanhadas por pequenos textos explicativos. A exposição divide-se em duas partes, a segunda encontra-se na Casa do Brasil – Casa Pedro Álvares Cabral, onde a cerca de 300 fotos se juntam objetos e filmes que mostram as principais conquistas da jovem cidade, desde a cultura e do desporto, educação e saúde, ao abastecimento e saneamento público, dos transportes e comunicações, até ao urbanismo, dos espaços verdes ou aos quarteis militares.

Em permanência:

Visite o Núcleo Museológico do Tempo – Torre das Cabaças, de quarta-feira a domingo, das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, sob marcação através do telefone: 243 377 290 ou 912 578 970.

No Núcleo Museológico do Tempo encontra-se em exposição temporária um relógio de mesa, do início do século XX, em terracota policromada, representando duas crianças. Este relógio é proveniente da coleção de relojoaria do Museu Municipal de Santarém e está patente até 31 de agosto de 2019.

Sujeito a marcação através dos contatos: tel. 243 377 290 / 912 578 970

Visite o Centro de Interpretação Urbi Scallabis – USCI, no Jardim Portas do Sol, de quarta-feira a domingo, das 09h30 às 12h15 e das 14h00 às 17h15. Contato: tel.- 243 357 288.

Instalado no Jardim Portas do Sol, o Centro de Interpretação Urbi Scallabis concilia, de forma harmoniosa, a dimensão turística e a vertente científica, fruto de um aprofundado trabalho de estudo e investigação.

A área expositiva oferece uma fácil abordagem no domínio inovador da interatividade, que lhe permite, à distância de um toque digital, identificar e localizar o valor do património arquitetónico, a riqueza da tumulária, a abundância da heráldica e a qualidade da azulejaria que a cidade ostenta e que, muitas vezes, os escalabitanos e os turistas desconhecem.

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