Da espetada de vaca ao jejum bloquista

Em Opinião

O reitor da Universidade de Coimbra num arremedo de Magister Dixit mandou toca a cabra e as charamelas e após o ajuntamento mediático anunciou: a partir de Janeiro as cantinas dos Estudos Gerais deixam de servir carne de vaca. Ufanos do sua decisão retirou despiu o colete amarelo, retirou a borla e o capelo, em passo estugado, de peito inchado foi almoçar ao Mija Cão, sentou-se, pediu mão de vaca com grão, nessa altura lembrou-se édito acabado de assinar, recordou as teses ortodoxas do PAN, uma salada de alface, pepino e tomate substituiu a mão de vaca, salivou de saudade, deglutiu a salada carregado de saudade nas antípodas de Amália da canção «saudade vai-te embora».

O reitor desencadeou uma tempestade ainda a incubar: os carros da Universidade não são poluentes? As viagens pagas pela reitoria só contemplam o caminho-de-ferro, carroças e trens puxados por animais educados a servirem-se de casas de banho? As senhoras professoras apenas tomam banho de não se perfumam com fragrâncias emissoras de gases, perfumados é certo, gases e está tudo a descoberto!

Tivemos eleições na Madeira cuja gastronomia inclui suculentas espetadas de carne bovina tão do agrado de residentes locais e turistas da e na Pérola do Atlântico que o saudoso Max cantava a par com a Mula da cooperativa. Apesar dos esforços de António Costa e da cacofonia do independente Paulo Cacôfo os laranjinhas aguentaram-se de modo a continuarem a governar em parceria com o CDS, tudo indica que os centristas irão exigir não uma vaca, sim três ou quatro manadas dada a fome (de anos e anos) de poder dos apaniguados da Senhora Cristas.

A CDU por dez votos conseguiu segurar um naco do lombo de uma vitela permitindo a Jerónimo de Sousa respirar fundo, no entanto, a voracidade dos socialistas foi notória, o Bloco de esquerda é o melhor exemplo disso mesmo. A Senhora Catarina não quer tecer consideração sobre o desastre eleitoral, prefere esquecer o pesadelo e utilizar os dedos a fazer figas pois as legislativas estão à porta. A senhora representante da esquerda caviar, pensem no proprietário Robles, no conselheiro Louçã ou no sociólogo Teixeira Lopes, todos a falarem de palanque, para percebermos o que seria de Portugal caso um dia fossem poder maioritário. Nos livros de história abundam personagens maléficas quando obtêm a vara do poder. O jejum imposto ao Bloco é de bom augúrio, a perda de maioria do PSD, trará menos jactância e mais humildade, assim o espero.

Armando Fernandes

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