Resíduos florestais dão vida nova à Central Termoeléctrica do Pego

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A administração da Tejo Energia, que gere a Central Termoeléctrica do Pego, anunciou a renovação do contrato de aquisição de energia que termina a 1 de dezembro de 2021. A garantia foi dada a Anabela Freitas, presidente da CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, numa reunião em que Beatriz Milne, a presidente executiva da Tejo Energia, revelou também a intenção usar exclusivamente resíduos florestais a partir de 2022 em vez de recorrer ao carvão como atualmente, numa reunião com os autarcas da região e a administração da empresa.

O presidente da Câmara de Abrantes, autarquia que integra a CIMT, vê com bons olhos esta alteração do carvão para os resíduos florestais, com manutenção ou mesmo aumento do número de postos de trabalho na região, assim como a proposta da Comunidade Intermunicipal de colaborar com o governo para dinamizar esta nova  vertente económica que também é importante na prevenção de incêndios, queimando biomassa e matéria combustível, numa região do país ciclicamente fustigada pelos fogos florestais.

A Central Termoeléctrica do Pego começou a funcionar em 1993 e labora 365 dias por ano independentemente das condições climatéricas. Localizada na freguesia do Pego, concelho de Abrantes, a central emprega cerca de 300 pessoas de modo permanente, chegando às 800 nas fases de pico de produção.

O projeto da Tejo Energia, que prevê a conversão da Central do Pego para resíduos florestais daqui a dois anos, grosso modo, é visto pelos autarcas da Médio Tejo como um projeto ambicioso do ponto de vista económico, ambiental e social, reforçando assim o desenvolvimento regional.

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