Dia Europeu da Arte Rupestre em Mação com visitas, experimentação, desenho e “5 minutos e 500 frases…”

Em Educação/Ribatejo Cool

A Comemoração do Dia Europeu de Arte Rupestre assinala-se a 9 de outubro 2019. O Município de Mação, fundador da rede CARP e membro da Rede UNESCO de Cidades da Aprendizagem, irá comemorar a data através do seu Museu de Arte Pré-Histórica, em estreita ligação com o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte.

Terá lugar uma caminhada com Visita Guiada às Gravuras de Cobragança e a atividade “5 minutos e 500 frases pela Arte Rupestre” durante a qual os escolas param durante 5 minutos para que os alunos escrevam uma frase sobre arte rupestre. A totalidade dos alunos da Escola de Mação, do 5.º ao 12.º ano, irão parar em simultâneo, com os seus professores, dedicando 5 minutos à elaboração, cada um, de uma frase alusiva à importância da arte rupestre e da ciência. Posteriormente, estas frases serão sorteadas, e o vencedor irá ganhar…uma biblioteca. Trata-se de promover a noção de ligação entre arte, humanidades e ciências, e de promover a leitura, neste contexto.

Programa de Atividades:

9h15 Visita a Cobragança com as turmas de 3º ano da escola primária de Mação.

9h30 Visita a Cobragança com a população.

10h00 Atividade em Sala de Aula “5 minutos e 500 frases pela Arte Rupestre”.

11h00 Atividade de experimentação na escola secundária.

11h00 Atuação do grupo de dança da escola Secundária.

11h30 Sorteio da frase “5 minutos e 500 frases pela Arte Rupestre”

14h30 Atividade de experimentação na escola Primária e jardim-de-infância.

A principal atividade, comum de todos os sítios neste evento, é o concurso de desenho europeu. Na sequência da visita a Cobragança as crianças têm oportunidade de participar do Concurso Europeu de Design chamado “A primeira arte dos europeus vista pelos europeus do futuro” que será a base temática de uma exposição itinerante posterior.

Transcrevemos, em seguida, a frase que os alunos irão receber, para completar:

A aventura da arte pré-histórica mundial começou, há quase um século e meio, quando uma menina de 4 anos, ao visitar a gruta de Altamira com o pai, olhou pra o teto e exclamou: “Olha, bois!”. Na verdade, não eram bois, eram bisontes, e assim começou uma longa discussão até que a comunidade científica aceitou que aquelas pinturas, tão bonitas e elaboradas, tinham sido feitas por caçadores do Paleolítico. No dia 9 de outubro de 1902, Émile Cartailhac, o mais conhecido pré-historiador da época, que inicialmente não acreditava na antiguidade das pinturas, escreveu uma comovente carta aberta, dirigida a essa menina, agora já com mais de 20 anos. Chamou à carta “Mea Culpa de um Cético”, e nela pedia desculpa por ter demorado mais de 20 anos a compreender o que ela, e o seu pai, tinham percebido desde o início. Nessa carta, ele também explicava que a ciência tem de ser cautelosa, não pode simplesmente acreditar, mas reconhecia que os cientistas devem ser humildes, também, e manter o espírito aberto para poderem aprender com os que vivem fora do meio da investigação.

O Conselho da Europa aceitou a proposta da Rede “Caminhos da Arte Rupestre da Europa”, de que somos fundadores, e declarou que o dia 9 de outubro passa a ser o “Dia Europeu da Arte Rupestre”.

É graças aos debates, à curiosidade e ao esforço desses primeiros “heróis das ciências da pré-história”, que hoje, em Mação, sabemos que possuímos arte rupestre. A sua importância tem muitas dimensões, pois nem todos temos os mesmos interesses. Mas, para mim, a arte rupestre de Mação é importante porque…… (e o aluno completa a frase).

Mais informações: museu@cm-macao.pt / 917849330.

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