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Cartaxo com centro de apoio à vítima

Em Sociedade

O Município do Cartaxo assinou um protocolo de colaboração com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que assegura a criação de um polo de atendimento no concelho. O trabalho direto da APAV, no Cartaxo, será desenvolvido no âmbito da Equipa Móvel de Apoio à Vítima da Lezíria do Tejo.

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, e João Lázaro, Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), assinaram, no dia 8 de outubro, o protocolo de colaboração entre o Município do Cartaxo e a APAV, que permitirá reforçar o serviço de atendimento e apoio à vítima, no concelho.

A Vereadora responsável pela área de Ação Social e Saúde do Município do Cartaxo, Elvira Tristão, a gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém e da Equipa Móvel de Apoio à Vítima da Lezíria do Tejo, da APAV (EMAV_LT|APAV), Carmen Ludovino, e a coordenadora técnica da área de Ação Social e Saúde do Município, Conceição Reis, estiveram presentes na assinatura do protocolo que estabelece o compromisso das duas instituições para cooperar mutuamente na proteção e apoio aos cidadãos e cidadãs vítimas de crime.

No ato de assinatura do protocolo, o presidente da Câmara Municipal destacou a necessidade sentida pelo município de “reforçarmos a nossa missão de apoio à vítima. Este protocolo garante à nossa área de Ação Social e Saúde a possibilidade de contar com a presença regular de uma equipa técnica especializada que traga ao trabalho já desenvolvido, um reforço de meios”.

Para o autarca “o trabalho em rede e a partilha de conhecimento e de recursos são essenciais ao sucesso do trabalho de apoio social. À autarquia cabe agarrar todas as oportunidades de parceria que lhe permitam criar um espaço de segurança para estas pessoas. A violência, lamentavelmente, não escolhe idade, género ou estrato social, mas sabemos que quanto mais desfavorecida é a vítima, mais desprotegida se encontra e maior é o apoio de que vai necessitar para sair da situação de risco em que se vê envolvida.”

A protocolo vem ainda responder à necessidade de qualquer “vítima de violência precisar de sentir segura para denunciar a situação dolorosa que vive, o medo que sente, a ameaça que sobre ela recai”, pelo que o presidente da Câmara Municipal defende que a possibilidade de ser atendida por técnicos que não pertencem à sua comunidade, “pode ajudar a vítima de qualquer tipo de violência, a partilhar toda a dimensão do seu sofrimento, diminuindo o embaraço que sente e que, muitas vezes, a impede de pedir ajuda”.

A relevância da criação da Equipa Móvel de Apoio à Vítima da Lezíria do Tejo, e os protocolos que a APAV vai estabelecer no âmbito deste projeto com os municípios, foram destacados pelo Presidente da Direção da APAV. “É a primeira vez que uma comunidade intermunicipal agarra o desafio de promover uma parceria estratégica, de assumir que vai desenvolver, apenas com recursos próprios e dos municípios, a criação de uma resposta de proximidade com a APAV”. Para João Lázaro, o facto da APAV conhecer muito bem o território, vai permitir um trabalho em rede, com as instituições e organizações públicas e privadas. O nosso objetivo é, através da itinerância, ativar cada vez mais as redes de apoio e a comunidade”.

O protocolo permitirá a criação de um polo de atendimento no Cartaxo, que prestará serviços de apoio emocional, jurídico, psicológico e social às vítimas de crime, seus familiares e amigos. A APAV irá articular o seu trabalho com as estruturas e respostas locais já existentes, prestar formação específica a um técnico do município – formação que decorrerá no seu no centro de formação da APAV – e irá, ainda, promover ações de informação e sensibilização, à população do município. O protocolo define que a APAV apresentará ao município do Cartaxo relatório das suas atividades e plano de atividades, assim como, a elaboração de estatísticas dos processos de apoio em cada ano civil.

O Polo do Cartaxo atenderá às terças-feiras, das 9h30 às 12h30, no edifício José Tagarro, situado na Rua Marcelino Mesquita, onde já funcionam os serviços da área de Ação Social e Saúde do Município.

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