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Vem aí a Coesão Territorial?!

Em Opinião

Segundo o estudo tornado público ontem pela União dos Sindicatos de Santarém (USS), o nosso distrito continua a perder população, postos de trabalho e poder de compra e o salário médio é 13% inferior à média nacional.

Foi referido que o estudo “confirma as preocupações que há muito o movimento sindical tem manifestado relativamente à desertificação, envelhecimento, degradação de serviços públicos e empobrecimento geral da população”. Estas preocupações não são obviamente exclusivas do movimento sindical. São minhas, são suas, são de todos nós e de todas as instituições que se preocupam com a nossa região e com o país no seu global.

Ainda de acordo com o estudo, a população do distrito de Santarém está envelhecida e diminuiu 22.500 habitantes em 8 anos, o que representa uma descida de 5% que é o dobro do global de Portugal.

No entanto, com contornos certamente diferentes, esta é a realidade da grande maioria dos distritos do nosso país. Escapam aqui e ali um ou outro concelho com gestão autárquica mais dinâmica, mas a generalidade sofre dos mesmos problemas.

E o que tem sido feito de concreto e eficaz para contrariar e resolver esta situação? Pouco, muito pouco, certamente… Onde estão as políticas de fixação das pessoas nesses meios como é o nosso também? Redução de impostos, incentivos à natalidade, financeiros e dando melhores condições aos pais, incentivos à criação de indústrias e à criação de emprego em geral, onde estão eles a privilegiar as zonas que mais deles precisam?

Este é um trabalho que tem de ser feito a nível central, com medidas incisivas e particularizado para cada distrito e para cada concelho em trabalho conjunto com as autarquias.

Mas para isso são necessárias duas posturas essenciais em toda a ação humana: vontade de fazer bem e saber trabalhar em conjunto. É imprescindível deitar para trás das costas as diferenças que muitas vezes são mais pura e simplesmente partidárias do que de fundo verdadeiramente político, de ideias ou de pretensões. Talvez por nem sempre ser assim, todos os anos há mais assimetrias entre regiões, todos os anos há mais lugares esquecidos e abandonados.

Temos agora neste novo Governo, e creio que pela primeira vez, um Ministério específico para a Coesão Territorial e ainda uma Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional e outra da Valorização do Interior.

Não sei exatamente o que significa esta expressão “Coesão Territorial”, menos ainda quais são os objetivos a atingir com o trabalho que este ministério irá desenvolver. Mas já o termo “Valorização do Interior” parece não deixar grandes dúvidas sobre a finalidade desta pasta.

E quero acreditar que o objetivo de António Costa, da Ministra Ana Abrunhosa e do Governo em geral, será contribuir com este novo Ministério para pôr todo o país no mapa, fazendo com que o ditado “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” seja de uma vez arredado do nosso vocabulário.

Vamos ter esperança e esperar para ver…

Francisco Mendes

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