Estigma

Em Opinião

No domingo passado António Barreto escreveu um artigo no Público que coloca os pontos nos is do politicamente correcto em voga, colocando a nu a ortodoxia qual baba peçonhenta derramada sobre os ombros do homem branco, heterossexual, orgulhoso da história do seu País e dos símbolos que lhe dão expressão. O sociólogo vem alertando para a crescente influência do fundamentalismo da miríade de movimentos movidos pela acrimónia ao Homem branco acusando de todos os males surgidos à face da terra, sejam os vulcões, os terramotos, as secas, as cheias e tutti-quanti.

Este activismo tem conquistado espaço na comunicação social (leia-se o Público, o DN) nas televisões e rádios. O SOS racismo (que nunca publicou nada sobre o racismo de sinal contrário, sem esquecer os ataques terroristas, goza do privilégio de publicar a torto e a direito, restando-nos deixar de adquirir jornais, ouvir e ver porque em todos os canais as sentinelas do referido politicamente correcto ao mínimo sinal de contestação rugem, ameaçam e rufam os tambores de guerra.

O Dr. Jaime Gama alertou para o golpe de subversão no ensino da História Pátria, o Ministro da Educação tão lesto a suspender professores, e tão lento a fazer valer a disciplina nas Escolas ao alerta do antigo Presidente da Assembleia da República aos costumes disse nada, como o Conselho de Reitores ao dislate vacum do reitor da Universidade de Coimbra está em profundo mutismo. O Presidente da República está em campanha eleitoral permanente, o governo não entende os efeitos do fenómeno, por isso André Ventura engorda eleitoralmente, os estigmatizados resignam-se e ouvem horas a fio os comentadores de futebol.

À prosa desdenhosa da horda dos ignaros acerca da Arte de Ser Português (Teixeira de Pascoaes) gruda-se após medrar nas redacções da comunicação social, poucos se atrevem a contestar os títeres dos movimentos adeptos da normalização por baixo, do escárnio dos segmentos de uma Nação de quase novecentos anos, dos nossos egrégios avós (o povo), berço de um génio chamado Camões que ainda não foi aviltado, o mesmo não aconteceu ao amigo e defensor dos índios, o grande prosador Padre António Vieira. Temos de resistir!

Armando Fernandes

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Recentes de Opinião

É proibido rir

É proibido rir após termos lido as palavras de uma deputada especialista…

Limpeza

O último ano foi o continuar da injustiça para com os trabalhadores…

Ir para Início