Luz

Em Opinião

Terminou a campanha eleitoral. Os votos estão (quase) contados. Estão lançados os dados para os próximos 4 anos.

Os deputados eleitos pelos vários círculos eleitorais irão agora representar o País. Apesar da sua “condição nacional”, não devemos esquecer o contributo que acabam por dar ao círculo por onde foram eleitos.

Vem isto a propósito do deputado António Filipe, da Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV), novamente eleito pelo círculo eleitoral de Santarém.

A sua disponibilidade e acção deram-lhe reconhecida credibilidade. Várias foram as propostas concretas do PCP, com a intervenção de António Filipe, que foram aprovadas e beneficiaram a população do distrito de Santarém na legislatura que agora terminou:

– Resolução pela melhoria da qualidade do serviço prestado pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo, incluindo a garantia de que os três hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo (Torres Novas, Tomar e Abrantes) passassem a dispor de serviços de urgência médico-cirúrgica, de medicina interna, cirurgia e pediatria com recursos necessários para o seu normal funcionamento e capacidade de resposta. Abstiveram-se PSD, CDS e PAN.

– Resolução para a melhoria dos cuidados de saúde na Lezíria do Tejo, incluindo: as diligências necessárias para a construção do novo bloco operatório no Hospital Distrital de Santarém; a contratação de médicos, enfermeiros, técnicos superiores de saúde, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes operacionais, de modo a colmatar as graves carências existentes no Hospital Distrital de Santarém; um programa de contingência para resolver as 3 500 cirurgias identificadas como necessárias e não realizadas no Hospital Distrital de Santarém; a reabertura das extensões de saúde que foram encerradas nos últimos anos e o melhoramento das instalações degradadas ou disfuncionais, de modo a garantir o seu adequado funcionamento.

– Foi aprovada uma Resolução para a construção de uma residência para estudantes na Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Após a aprovação desta Resolução por unanimidade, o PCP propôs a inclusão da verba respetiva no Orçamento do Estado para 2018, que foi aprovada apesar da oposição do PS (mas que não se coibiu de aparecer na mesma na fotografia final…)

– Resolução para a reposição do direito dos ferroviários ao transporte gratuito. Votos contra do PSD e do CDS.

– Resoluções sobre a defesa da qualidade ambiental da bacia hidrográfica do Tejo e sobre a poluição do Rio Almonda e dos seus afluentes.

– Resolução que prevê a adopção de um Plano a 15 anos para a aquisição de material circulante para a ferrovia nacional, prevendo que a reparação e manutenção desse material seja feito pelo setor público nacional, ou seja, pela EMEF no Entroncamento. Votos contra do CDS e abstenções do PSD.

– Resolução para a promoção da redução de preços dos transportes nas ligações entre áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais limítrofes no sentido de viabilizar modalidades tarifárias de extensão ou complemento ao passe que incluam territórios com movimentos pendulares significativos com a área metropolitana em causa. Esta Resolução teve votos contra do PS e abstenções do CDS.

– Resoluções no sentido da classificação das Salinas de Rio Maior como imóvel de interesse nacional e da Mina do Espadanal, também em Rio Maior, como imóvel de interesse público.

Todo este processo deixa-nos a pensar e a questionar.

Com a CDU (PCP-PEV), o distrito de Santarém saiu beneficiado. O que teria acontecido se houvesse um reforço da CDU ?

Não houve reforço, mas houve à mesma a eleição do António Filipe. E com a participação dele o objectivo continuará a ser a “acção de proximidade com as populações e o acompanhamento dos problemas mais sentidos no distrito nos mais diversos domínios, nas empresas, nas localidades, nas escolas, nos hospitais e centros de saúde, nos serviços públicos, nos problemas concretos que afectam a qualidade de vida das populações” (A. Filipe).

André Arraia Gomes

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