A rosa e os espinhos

Em Opinião

O partido da rosa ganhou as legislativas com força e vigor. No entanto, não conseguiu sacudir os espinhos, por isso mesmo pretende acrescentar dois na sua haste porque dessa forma as pétalas ficam mais seguras. O jardineiro António Costa quer cortar-lhe o pico aguçado de modo a não provocarem lesões de maior nas mãos dos apreciadores da flor (votantes) no pressuposto de os fidelizar, embora no Ribatejo os deputados eleitos sejam três do Norte do distrito e uma fora do terrunho ribatejano.

Os espinhos salientes da rosa são o Bloco de Esquerda e o PCP, os menos perfurantes, o partido da alface, da soja e do tofu (PAN) e o feminista radical Livre. O Bloco perdeu mais de meia centena de milhares de votos, procurará repelir abraços apertados da Rosa porque o seu perfume anestesiante amolece o ânimo de apresentar e defender propostas a conseguirem imprecações vindas da boca de Centeno, porém capazes de aumentarem a erosão bloquista. A Senhora Catarina ofereceu-lhe duas possibilidades de escolha do vaso apropriado à colocação da rosa, uma ou outra a esconder o espinho acerado da ora social-democrata protectora do agente imobiliário Robles. Veremos, como diz o cego!

A Senhora Cristas picou os dedos, as mãos, o corpo todo. Não soube cuidar do alegrete, espevitou as vespas a tomarem pólen nas rosas, o povo castigou-a duramente porque António Costa ao longo da última legislatura obrigou-se a ouvir Crista a dizer dele o que Mafoma não disse do toucinho. A pupila de Paulo Portas sai pela porta baixa em direcção à Faculdade.

O cercado internamente Rui Rio conseguiu contrariar as catastróficas sondagens, externamente continuou a afrontar as picardias do Expresso e SIC, nunca deixou de chamar aos bois pelos nomes, meteu no bornal uma derrota mitigada, no entanto, tal como era de prever os seus inimigos de partido já vieram à estacada pedir a sua cabeça enfiada num chuço.

O primeiro chama-se Miguel Relvas, no dia imediato o afirmou na TSF, o inefável Relvas simboliza o pior do período da Troika, no mais os leitores deste jornal conhecem bem a criatura, em vários muros de Lisboa persiste a frase – vai estudar ó Relvas! –. Não seguiu o conselho, ignorou-o, sabemos, isso sim, quão vivaz é o seu frenesim contra Rio.

O serventuário de Relvas, João Moura, acabado de ser eleito já atacou violentamente o Presidente do PSD, não perdoa a inclusão de Duarte Marques, ficou raivoso por Isaura Morais o ter ultrapassado. Se fosse coerente com as críticas formuladas renunciava ao mandato. Era bom! Era.

Armando Fernandes

PS. Esqueci-me do Menino Guerreiro. Deve andar por aí.

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