Exposição “Amazónia – Yanomami, os guardiões da casa comum” no Consolata Museu de Fátima

Em Ribatejo Cool

Está patente ao público em Fátima, no CONSOLATA MUSEU | Arte Sacra e Etnologia, a exposição temporária «AMAZÓNIA | Yanomami, os guardiões da “Casa Comum”».

Neste «Mês Missionário Extraordinário» declarado pelo Papa Francisco para assinalar o centenário da Carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV e no âmbito do Sínodo ‘Amazónia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral’ a decorrer em Roma, de 6 a 27 de outubro,  não podia este espaço museológico deixar de assinalar, através desta exposição temporária, a dimensão missionária na Amazónia, junto de um povo muito caro aos Missionários da Consolata, os índios Yanomami.  Sublinhe-se que o Sínodo da Amazónia irá contar com a presença de três bispos missionários da Consolata, dois da Colômbia e um do Brasil, além de um padre e uma irmã, também da Consolata, que estão em missão no Catrimani, na Amazónia brasileira.

( http://www.consolata.pt/not…/consolata_sinodo_amazonia_2019/)

Nesta exposição em Fátima, através da objetiva do jornalista Francisco Pedro, somos transportados até ao ano 1999, convidando-nos a entrar num cenário cujo “tempo cheira a quente e sabe a pó”, segundo as suas palavras, onde nos espera o afável povo Yanomami.

Em perfeita simbiose com as fotografias de Francisco Pedro, encontram-se expostos alguns objetos do acervo do museu, habitualmente em reserva, dando testemunho de atividades relacionadas com a caça, pesca, alimentação adornos, entre outras.

Os Yanomami vivem em casas comunitárias, as malocas, construídas com madeiras, cipós, esteios, folhas e barros amassados. A maloca tem normalmente uma só porta, servindo para todas as pessoas da comunidade, composta por vários grupos, onde habitam em comum entre dez a quarenta famílias.

Citando o missionário da Consolata Jaime Patias, «A Amazónia recorda-nos que tudo está interligado nesta “Casa Comum”, onde toda a humanidade é uma família. Portanto, cuidar da Amazónia é cuidar de todos».

No momento da inauguração irá decorrer um” Chá com Arte” especial, onde após a habitual desgustação da infusão dos “Aromas de Oureana” e de biscoitos, terá lugar uma conversa com o jornalista Francisco Pedro e com o Padre André Ribeiro, missionário da Consolata, recém chegado da Missão Catrimani da Amazónia brasileira, para partilhar experiências, e abordar os problemas ecológicos e de direitos humanos, sentidos neste momento no Brasil.

Francisco Pedro

Natural de Leiria, 54 anos, jornalista. O interesse pela cultura indígena levou-o a contatar com várias comunidades Yanomami, na amazónia brasileira; com o povo Nasa, na Cordilheira Central Andina, na Colômbia; e o povo Warao, no Delta Amacuro, na Venezuela. Destas viagens publicou reportagens nas revistas Grande Reportagem, Única (Expresso) e Domingo Magazine (CM) e no jornal O Independente.

Publicou o livro “Filhos da Amazónia, diário de um jornalista na terra dos índios” (2008, Ed. Imagens e Letras).

Participou em várias exposições coletivas e individuais de fotografia, das quais se destaca : “Yanomami – Povo da floresta”, patente em Portugal, Espanha e Alemanha; “Tinto ou Branco – Tabernas de Portugal”; “Filhos de Gea” (com fotos impressas em folhas de plantas naturais) e “Mães coragem … e o vazio das crianças que não puderam ser felizes”, que associou a uma angariação de fundos para apoio às crianças abandonadas pelos pais na Guiné Bissau.

Frequentou os cursos de desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, e foi co-fundador do Circularte – Círculo de Animação e Intervenção Cultural, em Leiria. Foi distinguido com o “Prémio Revelação”, na primeira edição do Prémio Nacional de Artes Plásticas Mateus Fernandes. Em 2002, foi um dos selecionados para o Concurso Ambientar-te, em Leiria, com a escultura “Sofá Urbano”.

Participou em exposições individuais e coletivas de pintura e integrou o Grupo de Intervenção e Manifestação Artística Espontânea (GIMAE), com produção de escultura ao vivo, em três edições do festival “A Porta”, em Leiria.

Está representado em várias coleções particulares, no Consolata Museu, Museu do Vinho da Bairrada e Mimo – Museu de Imagem em Movimento, Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP) e no banco de imagens da Survival Internacional.

Passou pelas redações do Diário de Leiria, Jornal de Leiria e Correio da Manhã (delegação centro). Atualmente exerce as funções de diretor executivo na revista Fátima Missionária e colabora com o Jornal de Notícias.

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