Comer & Beber – Tyto Alba

Em Ribatejo Cool

O Ribatejo escorraçou o jargão da linguagem vinícola a qual resumia os vinhos da província atravessada pelo rio – Tejo – que é o traço de união entre as terras do Norte e as terras do Sul, carrascões. O empenho dos produtores individuais e colectivos, caso da Companhia das Lezírias) enólogos e todos os amigos do vinho têm logrado excelentes progressos nesse sentido e, hoje, os tranquilos e intranquilos, brancos rosados e tintos, pedem meças aos das restantes regiões, por isso mesmo coleccionam prémios e distinções, sem esquecer a fundamental quota de mercado.

Ora, um sonante exemplo do acima afirmado é o tinto objecto desta crónica. Denso mas sem mácula, complexo nos aromas a fruta madura, púrpura e preta, no palato vigoroso, bem estruturado, se me é permitido, escrevo: pimpão, guloso, exuberante a juntar-se aos grandes vinhos da casta Touriga Nacional.

Penso-o a coadjuvar carnes mimosas – cabrito, leitão e vitela de mama –, fumados de grande qualidade, caça de pena – galinholas, perdizes, pombos bravos –, queijos em fase de entrona e bem curados, e compotas, sem esquecer arrozes de substância, caça, cogumelos, silvestres ou selvagens.

Armando Fernandes

Origem – TEJO. Produzido e engarrafado pela Companhia das Lezírias. Ano de colheita: 2016, Reserva. Graduação 14º.

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