Balanço do NERSANT Business 2019 – Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo proporcionou 1400 reuniões e boas perspetivas de negócios

Em Empresas

A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém realizou de 21 a 23 de outubro, em Tomar, o Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo. Na região, estiveram 58 empresas estrangeiras de 34 mercados internacionais de todo o mundo para a realização de trocas comerciais. No total, realizaram-se 1400 reuniões empresariais e há boas perspetivas de negócio.

Quem o diz são as empresas participantes, que voltam nesta 8.ª edição a mostrar-se otimistas quanto à concretização de oportunidades de negócio com as empresas da região e com as empresas nacionais participantes.

Eufrásio Costa, de Cabo Verde

Eufrásio Costa veio de Cabo Verde, em representação da ASDIS, empresa parceira do Governo cabo-verdiano para “socializar com os empresários de Portugal, conhecer novos produtos e fortalecer laços com os fornecedores que já temos”. O responsável, que esteve na edição de 2017 do NERSANT Business em representação de outra empresa de Cabo Verde, afirma que foi a eficácia do evento que o fez propor à administração da ASDIS, “o investimento no encontro”. E não está nada arrependido, muito pelo contrário. “O nosso grupo empresarial dedica-se a várias áreas, desde as tecnologias de informação e comunicação, tecnologias de irrigação na área de agricultura e pecuária e bombagem de águas e ainda microfinanças”, começou por dizer, afirmando de seguida que reuniu com o Ministro das Finanças e Vice Primeiro-Ministro de Cabo Verde no sentido de preparar a atuação da ASDIS no Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo.

“Nesta reunião, o nosso Governo mostrou-se bastante preocupado com a ausência de água em Cabo verde, pelo que definimos como objetivo a procura por sistemas de irrigação e tecnologias para a poupança de água que melhoram a qualidade da agricultura. A nível das energias renováveis, pretendemos também conhecer empresas fornecedoras de sistemas fotovoltaicos para ajudar a colmatar o problema que existe no mundo rural”, revelou. Paralelamente a este problema, há também, em Cabo Verde, o problema da economia paralela. “O nosso Governo pretende formalizar a economia informal, pelo que a procura de softwares de gestão é também uma das nossas prioridades”, referiu.

Questionado quanto ao balanço das reuniões, Eufrásio mostrou-se bastante satisfeito, referindo que encontrou, no Encontro, quase tudo o que procurava. “As reuniões foram todas espetaculares, algumas surpreenderam acima da média. O NERSANT Business é um dos maiores eventos em que estive em Portugal e a interação com empresas portuguesas que já conhecem bem o mercado, quer interno, quer a nível da Europa, dá-nos uma certa tranquilidade quando fazemos negócios, porque sabemos que os portugueses conseguem sempre apresentar-nos produtos com qualidade, com preços adequados, e isso, de certa forma, nos satisfaz. Entendemos, por isso, que há um bom ambiente de negócios que pode fluir muito”, concluiu.

Edgar Santos, da Holanda

Da Holanda, esteve presente Edgar Santos, da empresa Lusoflavors. “A nossa empresa tem, em Amsterdão, uma loja de venda ao público de produtos gourmet, e, por outro lado, importamos produtos portugueses e distribuímos no canal Horeca. Tentamos divulgar o que Portugal tem de melhor”, enquadrou o empresário, que já conta três participações no NERSANT Business. Este ano, continuou o empresário, “venho à procura produtos tradicionais portugueses, nomeadamente tudo o que seja também pastelaria, lacticínios, em especial queijos, e vinhos, claro”.

O empresário revelou que o NERSANT Business tem sido uma excelente plataforma para a realização de negócios. “Nas últimas duas edições do NERSANT Business, concretizei negócio com quatro empresas”, divulgou, acrescentando que esta edição já lhe trouxe “várias e boas surpresas. O evento deste ano contou, para além das caras habituais com os quais aproveitamos para reforçar laços comerciais, com grande diversidade alimentar e novas empresas. Abriram-se portas para o futuro, nomeadamente na área dos vinhos e da panificação”, contou.

Angelica Martinez, da Colômbia

Angelica Martinez, da empresa Seratta Club, veio da Colômbia à procura de “vinhos, licores, azeites e produtos gourmet”. Pela segunda vez no evento, a profissional mostrou-se especialmente interessada em “vinhos verdes e vinhos do Porto”, por serem os produtos portugueses mais consumidos na Colômbia, mas também em vinho tinto, “com a casta touriga nacional”. Em jeito de balanço, Angelica refere que o NERSANT Business foi uma excelente plataforma para a realização de negócios. “Conhecemos aqui bastantes empresas com estes produtos”, fez saber, acrescentando que agendou e já realizou uma visita a uma adega, estando em cima da mesa “a compra de um contentor de vinho para a Colômbia”.

O NERSANT Business terminou hoje, com o dia dedicado às visitas às empresas. Ao longo dos dois primeiros dias do evento – dia 21 e 22 de outubro – as 58 empresas estrangeiras presentes reuniram com as 140 empresas nacionais inscritas, à procura de realização de negócios. Ao longo destes dois dias de networking empresarial, foram cerca de 1400 as reuniões de negócios realizadas, que se juntam às 8400 conseguidas até à edição de 2018. No total, desde 2012 – data da sua primeira edição – o evento já permitiu a realização de cerca de 9800 reuniões B2B.

De referir que, este ano, o Encontro integrou uma das ações do projeto “Negócios no Mundo”, vocacionado para a potencialização da internacionalização das PME nacionais. Trata-se de um projeto financiado pelo Portugal 2020 e resulta de uma candidatura da AIP – Associação Industrial Portuguesa ao Sistema de Incentivos “Internacionalização das PME”, na modalidade de Projetos Conjuntos, em copromoção com sete associações empresariais, entre elas a NERSANT.

Realizado pela primeira vez em 2012, o NERSANT Business continua a ter como foco a promoção de parcerias entre as empresas da região e os países participantes, o incentivo ao aumento das exportações regionais, bem como a promoção do potencial e das oportunidades de negócio que o Ribatejo proporciona a quem aqui pretende investir e comprar.

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