Primeiro Seminário Nacional Sobre o «Saber-Fazer» Tradicional em Tomar

Em Região

O primeiro Seminário Nacional Sobre o «Saber-Fazer» Tradicional realizou-se na quinta e sexta-feira, na Biblioteca Municipal de Tomar, numa organização da Associação Portuguesa para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial e do Município local, iniciativa em que a Festa dos Tabuleiros, também ela candidata a património imaterial, estará no centro das atenções.

Este fórum pretendeu contribuir para a salvaguarda, a promoção e uma mais ampla percepção da singularidade desta inestimável faceta do património cultural imaterial português, que integra representantes reconhecidos pela UNESCO como a arte chocalheira, a louça preta de Bisalhães  e os bonecos de Estremoz, mas também a tradição tomarense: latoaria, cestaria, olaria, confecção de rodilhas e de flores de papel.

A sessão de abertura contou com as presenças de Filipa Fernandes (vereadora da Cultura da Câmara de Tomar), Suzana Menezes (directora regional de Cultura do Centro) e Luís Marques (presidente da Associação Portuguesa para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial).

Do vasto programa, que abarca comunicações sobre inúmeros casos do “saber-fazer” português, destaque para “Os “saber-fazer” tradicionais enquanto elementos insubstituíveis da Festa dos Tabuleiros”, por André Camponês, antropólogo e coordenador da proposta de inscrição da Festa dos Tabuleiros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

No local, executando peças ao vivo, estiveram presentes representantes do “saber-fazer” tradicional: arte chocalheira, louça preta de Bisalhães, bonecos de Estremoz, rendas de bilros de Peniche, bem como da tradição tomarense. Houve ainda uma exposição de livros e de materiais audiovisuais de cariz patrimonial imaterial para consulta ou aquisição com descontos especiais.

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