Maior balão de ar quente a partir de hoje nos céus do Ribatejo (fotogaleria)

Em Ribatejo Cool

 

Tem mais de 40 metros de altura, três mil metros de tecido e outros tantos de fitas estruturais e, desde esta terça-feira, o maior balão de ar quente comercial do mundo pode voar nos céus do Ribatejo.

Com capacidade para 34 pessoas (32 passageiros, um piloto e um tripulante), o maior balão a voar comercialmente no mundo foi apresentado em Coruche, esta terça-feira de manhã, onde decorre até domingo o Flutuar – III Festival de Balonismo de Coruche.

As nuvens baixas impediram esta manhã que, depois de insuflado, o ‘gigante’ dos céus, pintado com a panóplia de cores que compõem o arco-íris, subisse. Uma decisão tomada em prol da segurança dos passageiros e explicada aos jornalistas por Guido dos Santos, da Windpassenger, empresa coruchense responsável pela organização e direção técnica do festival.

“Era para levantar já depois da apresentação. Neste caso, a meteorologia não ajudou, havia nuvens baixas, se o tempo ajudar esperamos que voe nos dias 1, 2 e 3 de novembro”, afirmou Guido dos Santos.

O voo dos balões de ar quente está dependente da meteorologia e, apesar das previsões apontarem chuviscos que deviam ocorrer depois das 9h00, o “teto” de nuvens estava muito baixo, pelo que a direção do festival optou pela não subida.

“As nuvens estavam numa zona baixa e se fossemos aterrar numa zona mais alta, podíamos não ver os cabos de alta tensão ou os postes, e isso era correr riscos sem necessidade”, frisou Guido dos Santos, reconhecendo que a experiência de voar de balão é para ser “uma coisa simpática e tranquila e não um terror”.

A azáfama começou cedo. Por volta das 6h15 começaram a chegar ao local, um terreno plano junto ao terminal rodoviário em Coruche, os veículos dos balonistas, com atrelados onde transportam, devidamente acondicionados, os cestos e os balões ainda enrolados.

A maioria são estrangeiros, que começam a desenrolar o tecido que compõe o balão, colocando o cesto em posição para ser amarrado. Depois, potentes ventoinhas insuflam o balão, sendo o “toque final” dado já com o gás.

Ao lado, no parque de autocaravanas, os populares observam o que se passa e um casal de turistas acaba por ter um lugar na primeira fila ao abrir os bancos de campismo que trazia na autocaravana e a sentar-se de frente para os balões, que começam a tomar forma com o ar quente.

“Estamos em Portugal há três semanas. Viajámos numa caravana e já passámos por Frankfurt, Madrid e Lisboa. Chegámos ontem [segunda-feira] à noite a Coruche, soubemos que ia acontecer este festival”, explicou à Lusa Beth Ann Mollin.

Com o companheiro Shaw, Beth adiantou que moram no Hawai, nos Estados Unidos, e que apesar das belas praias da ilha, ficaram encantados com as praias portuguesas.

Cerca de uma hora depois, pelas 7h15, já estão insuflados e suspensos no ar o palhaço de cabeça para baixo ou o cão azul Bidú, que veio do Brasil, bem como o maior balão do mundo de ar quente, e o Van Gogh.

Em Portugal, os voos são feitos ao nascer do dia e somente durante um par de horas, já que, conforme explicou o diretor do festival, “é quando a atmosfera está mais estável”, já que ao longo da noite a atmosfera arrefece.

“Desde o nascer do Sol, duas horas para a frente é quando é mais estável, daí para a frente começa a haver atividade térmica, isto no verão, e deixa de haver condições para voar. No inverno podemos voar de manhã e no final do dia”, explicou.

No ano passado passaram pelo festival cerca de 15 mil pessoas. Este ano, a organização prevê pelo menos 20 mil, apesar da previsão meteorológica para o fim de semana, de acordo com Guido dos Santos, “não ser muito simpática, sendo que ainda pode mudar”.

Com 30 anos de experiência na prática do balonismo a sobrevoar Portugal, a Windpassanger, empresa organizadora do festival, já proporcionou voos a mais de 30 mil pessoas, sendo que só este ano, e segundo Guido dos Santos, “três mil pessoas já tiveram essa experiência”.

O responsável reconhece que os preços de um voo de balão de ar quente não é acessível à maioria das carteiras, pelo que anunciou a criação de um bilhete ‘low cost’, às segundas feiras e com menos tempo de voo.

Desta forma, a experiência fica a metade do preço “para ser mais acessível a todas as carteiras e permitir que mais pessoas possam voar”, admitiu, lembrando que os balões de ar quente povoam o imaginário das pessoas desde crianças com as imagens nos livros ou nos desenhos animados.

A terceira edição do Flutuar tem este ano 33 balões, de equipas nacionais e estrangeiras, alguns dos quais apresentam formas como o rosto do pintor holandês Vincent van Gogh ou de Bidu, primeira personagem do cartoonista brasileiro Maurício de Sousa.

Haverá ainda uma “Superbike” de 37 metros de altura e 46 de largura, sendo que os voos livres de balão vão acontecer às 7:00 em todos os dias do evento, com reforço de um segundo voo às 16:00 na sexta-feira, sábado e domingo (1, 2 e 3 de Novembro), havendo “promoções especiais”.

O festival tem este ano “mais atividades para toda a família”, proporcionando, além dos voos livres de balão, um programa, de 01 a 03 de novembro, que inclui jornadas de gastronomia tradicional, feira do livro, artesanato e uma exposição de construções el Lego, no pavilhão de exposições de Coruche.

O encontro de balonismo, organizado pela Windpassenger e pela Câmara de Coruche, procura ainda consciencializar o público para a importância da floresta de montado, com as viagens de balão a sobrevoarem as paisagens dominadas pelo sobreiro e pelo rio Sorraia.

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