Estado declara interesse cultural da Casa-Memória de Camões em Constância

Em Região

O Interesse Cultural da Casa-Memória de Camões em Constância acaba de ser reconhecido ao mais alto nível: o Governo, através da Secretaria de Estado da Cultura, emitiu uma declaração nesse sentido que representa o corolário do esforço que vem sendo desenvolvido, em especial nos últimos anos, com vista a reunir as condições que permitam, finalmente, abrir ao público este equipamento de homenagem ao nosso maior poeta, de tão grande importância não apenas para Constância mas também para a região do Ribatejo e para o país.

Depois de, em fevereiro deste ano, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo ter declarado o interesse regional da Casa-Memória de Camões em Constância, este era o passo que faltava em termos de reconhecimento, por parte dos órgãos do Estado, a esta Casa e ao trabalho que ela desenvolve.
No documento, assinado em 23 de outubro pela Secretária de Estado da Cultura, arquiteta Ângela Ferreira, e que abaixo se reproduz, é declarado, nos termos legais aplicáveis e uma vez obtido o parecer dos serviços competentes, o reconhecimento do «interesse cultural do projeto Programação e Valorização da Casa-Memória de Camões em Constância – 2019/2020, uma iniciativa da responsabilidade da Associação da Casa-Memória de Camões em Constância».
Paralelamente, o Ministério da Cultura, através da Direção-Geral do Património Cultural e da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, disponibilizará apoio técnico com vista ao tratamento do espólio existente e à procura de soluções para dotar de conteúdos a Casa-
Memória.
A Declaração de Interesse Cultural agora obtida é da maior importância para esta Associação por duas razões fundamentais: em primeiro lugar porque confere um selo de qualidade à Casa-Memória de Camões e às atividades culturais que ela vem desenvolvendo e que projeta realizar;
e, por outro lado, porque contribui para o esforço da constituição dos conteúdos que viabilizem a sua abertura ao público, ao atribuir os «benefícios fiscais previstos no regime do Mecenato Cultural» às entidades que patrocinem o projeto da Casa-Memória. A partir de agora, a
Associação “pode, com mais este poderoso argumento e com redobrada expectativa, procurar junto de eventuais mecenas, sejam instituições ou empresas, os apoios financeiros indispensáveis para o seu maior objetivo: dotar Constância, o Médio Tejo e o país de uma Casa de Camões que Portugal ainda não tem e que honre o nosso épico, a sua obra genial e a
universidade da língua e da cultura portuguesas”.

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