Companhia Cegada estreia “Fronteira Fechada”, de Alves Redol

Em Ribatejo Cool
ESTREIA – FRONTEIRA FECHADA

ESTREIA – FRONTEIRA FECHADAde Alves RedolDe 15 de Novembro a 1 de DezembroSex e sáb às 21:30, dom às 16:00(marcações especiais para escolas)INFORMAÇÕES E RESERVAS:926 941 164 / 910 923 397publico.teiv@gmail.comENCENAÇÃORui DionísioINTERPRETAÇÃOBruna Costa, Elisabete Piecho, Erica Rodrigues,Fátima Encarnado, João Cabral, Marques D’AredeSusana Sá e Tozé SantosCENOGRAFIA E FIGURINOSAna Paula RochaPRIMEIRA ASSISTENTESara MonteiroSOM E ILUMINAÇÃOVladimiro CruzMONTAGEM E CARPINTARIA DE CENAAbel Duarte, Fábio Duarte e Rui SantosGESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRAEduarda OliveiraESTAGIÁRIOSBruna Costa, Margarida Lourenço e Ricardo ResendeCRIAÇÃOCegada Grupo de TeatroAPOIOPalfima- Paletes, LdaThe Navigator CompanyCRIAÇÃO FINANCIADAAssociação Promotora do Museu do Neo-RealismoCâmara Municipal de Vila Franca de XiraRepública Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

Publicado por Cegada Grupo de Teatro em Domingo, 10 de novembro de 2019

A Companhia de teatro Cegada leva à cena a peça “A Fronteira”, de Alves Redol, no Teatro-estúdio Ildefonso Valério, em Vila Franca de Xira, de 15 de Novembro a 1 de Dezembro – sextas e sábados às 21:30, domingos às 16:00, com sessões para escolas, mediante marcação, de 15 de Novembro a 6 de Dezembro.

Meio século após o falecimento do escritor Neo-Realista Alves Redol, e três décadas depois da queda do muro de Berlim, a companhia Cegada leva ao palco do Teatro-Estúdio Ildefonso Valério, no concelho de Vila Franca de Xira, uma peça sobre a coragem de quem passa fronteiras clandestinamente – numa procura de intencional à pertinência com os dias de hoje, seja pelo polémico muro do México, as mortes do Mar Mediterrâneo que atormentam a política Europeia, ou outros casos menos mediáticos do mundo contemporâneo.

Inspirada na realidade portuguesa da década de sessenta, a peça revela que muitos homens já se tinham aventurado pela travessia clandestina fugindo do seu país e propõe-se partilhar a realidade das mulheres que os seguem, em busca do sonho de uma vida melhor junto dos que (ainda) julgam seus.
Este é o momento histórico em que o autor apoia o seu última peça de teatro, editada postumamente em 1972.

Num abrigo de traficantes (o pai, o filho e um colaborador) passa um grupo de migrantes, cinco mulheres. No primeiro acto apresentam-se ao que vêm e partilham os sonhos que as motivam a colocarem-se, de forma tão vulnerável, sob as regras dos contrabandistas – únicos que devido à sua actividade profissional conhecem as fragilidades das autoridades vigilantes, os segredos da montanha, e deles fazem uso a troco de dinheiro. São todas mulheres – o autor faz regularmente uso da ideologia associada à estética Neo-Realista para expor o ponto de vista do feminino, o papel da Mulher e a sua condição entre os homens na miséria.

O traficante (a personagem com o nome de Velho) é um homem traumatizado pela perda da juventude. Assombrado pela aproximação da morte pela idade decide enriquecer a todo o custo para garantir evitar a miséria na velhice. Permite que todas migrantes passem, continuem a sua travessia, excepto uma que o este dono do negócio impede de continuar caminho, alterando assim a sua condição de migrante para prisioneira.

Ao compreender a sua posição de clausura esta mulher (nunca definida claramente pelo autor – por se tratar de uma migrante ideológica e a sua indefinição permitir a fuga da obra dramática à censura literária do regime) irá então promover um jogo de sedução e conflito no seio da quadrilha (pai e filho: contrabandistas) até descobrir o caminho secreto que lhe permite a fuga pela montanha e recuperar a liberdade.



MULHER: “Haja o que houver, o país para se viver é o nosso. (…) Há que procurar nele a felicidade .Exigi-la, se for necessário.(…) Vou entrar num jogo difícil para sair daqui, mas liberdade não tem preço.
(…)
VELHO:“Um dia também tu chegarás à minha idade. Só então saberás o que é a incurável doença da idade. (…) Vê se imaginas o que é caminhar todos os dias para qualquer coisa de irremediável.”


SINOPSE
Na Europa, do tempo em que os regimes totalitários iam caindo à vez, pessoas das mais diversas condições migravam para as recentes democracias na crença de melhores condições de vida – presas fáceis aos passadores de migrantes que, tal como hoje, lucram a vender o sonho de uma vida sem necessidades do outro lado. Em linha com a actualidade, esta obra neorealista leva a crer que, não é apenas no Mar que se vendem vidas em fuga mas sempre que o desespero força a um caminho desconhecido, que só o passador e sua família sabem decifrar.

Trinta anos depois da queda do muro de Berlim, há quem acredite que fronteiras e vedações, construídas pelo Homem, podem impedir o que nem o Mar nem a Montanha alguma vez conseguiram conter.

TEATRO-ESTÚDIO ILDEFONSO VALÉRIO
De 15 de Novembro a 1 de Dezembro – sextas e sábados às 21:30, domingos às 16:00.
(sessões para escolas, mediante marcação, de 15 de Novembro a 6 de Dezembro.)

FICHA ARTÍSTICA
TEXTO: Alves Redol
ENCENAÇÃO: Rui Dionísio
ELENCO: João Cabral, Susana Sá, Marques d’Arede, Elisabete PiechoErica Rodrigues, Tó Zé Santos, Fátima Encarnado e Bruna Costa
PRIMEIRA ASSISTENTE: Sara Monteiro
CENOGRAFIA E FIGURINOS: Ana Paula Rocha
MONTAGEM E CARPINTARIA DE CENA: Abel Duarte, Fábio Duarte e Rui Santos
ILUMINAÇÃO E SONOPLASTIA: Vladimiro Cruz
GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA: Eduarda Oliveira
ESTAGIÁRIOS: Bruna Costa, Margarida Lourenço e Ricardo Resende
CRIAÇÃO: Cegada Grupo de Teatro

APOIO INSTITUCIONAL
Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho
Junta de Freguesia de Vils Franca de Xira
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Museu do Neo-Realismo

APOIOS PRIVADOS
Palfima – Paletes, lda
The Navigator Company

CRIAÇÃO FINANCIADA
Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
República Portuguesa, Direcção-Geral das Artes 

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CEGADA – GRUPO DE TEATRO
A companhia Cegada iniciou a sua actividade em 1986 sob a direcção artística de Ildefonso Valério, formalizando-se em 2000 com a figura jurídica de Associação Cultural sem fins lucrativos. Após passar por diversos espaços improvisados onde apresentou as suas criações ao longo dos anos, passa a residir no TEIV – Teatro-Estúdio Ildefonso Valério em Alverca do Ribatejo em 2004 e, a partir deste espaço cultural público, organiza o primeiro festival de teatro de toda a região Norte de Lisboa.
Com a direcção artística de Rui Dionísio profissionaliza-se em 2012. Em 2017 desenvolve uma programação artística anual, de criação e acolhimento, no TEIV – Teatro Estúdio Ildefonso Valério.

Acções de reconhecimento público

2019 – Medalha de Mérito Cultural Dourada (Câmara Municipal de Vila Franca de Xira)
2018 – Apoio Sustentado Plurianual (República Portuguesa, Direcção-Geral das Artes)
2016 – Personalidade Cultural do Ano (Jornal O Mirante)
2014 – Entidade de Interesse Cultural (Secretaria de Estado da Cultura)
2005 – Entidade de Utilidade Pública (Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira)
2002 – Homenagem Cultural 
(Câmara Municipal de Vila Franca de Xira)
1998 – Galadão de Mérito Cultural da Cidade de Alverca (Junta de Freguesia de Alverca)


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