Encontro dos Museus do Médio Tejo enche auditório do IPT

Em Região

Foi com a sala bem preenchida que decorreu no passado dia 11 de novembro, o I Encontro de Museus do Médio Tejo, no Instituto Politécnico de Tomar (IPT).

Numa organização da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, através da sua Rede de Museus do Médio Tejo, e do IPT, o dia foi caraterizado pela partilha de conhecimentos, experiências e pelo entusiasmo que norteou os participantes daquele dia.

A sessão de abertura contou com Anabela Freitas, presidente da CIM do Médio Tejo, e com Cristina Pacheco, chefe de Divisão do Departamento de Museus, Conservação e Credenciação da Direção Geral do Património Cultural e Miguel Pombeiro, secretário executivo da CIM do Médio Tejo.

A presidente da CIM do Médio Tejo salientou que “a criação desta Rede de Museus do Médio Tejo já permitiu podermos aferir quais os recursos que temos no território”, evidenciando que “isto é um projeto que abarca os treze municípios da CIM do Médio Tejo, logo é bastante abrangente”.

“A cultura e os museus podem-se assumir como um fator de desenvolvimento económico para os territórios”, considerou na sua intervenção Anabela Freitas, tendo explicado que para “aumentar a permanência dos turistas no território, os museus assumem-se como um fator de captação e de retenção dos turistas durante mais tempo, sendo esta uma vertente importante”.

Já Cristina Pacheco, em representação do Departamento de Museus, Conservação e Credenciação da Direção Geral do Património Cultural, destacou o trabalho da Rede de Museus do Médio Tejo, tendo referido que “estas Redes são o reflexo do dinamismo do tecido museológico português”.

E deixou elogios à organização do Encontro “destacamos de forma muito positiva o encontro ter sido organizado em três áreas estruturantes para os museus (…)  sinal da importância que a qualificação do exercício das funções museológicas assume no planeamento estratégico da Rede de Museus do Médio Tejo”.

A iniciativa arrancou com o tema “Museus em Rede do Médio Tejo”, com Paula Remédios, especialista em projetos intermunicipais e uma das responsáveis pela criação da Rede de Museus do Médio Tejo, que apresentou um resumo sobre como foi constituído o grupo de trabalho na CIM do Médio Tejo.

De seguida foi a vez do painel intitulado “Panorama Museológico dos Museus do Médio Tejo” com três comunicações proferidas por: Ana Saraiva, coordenadora da Rede de Museus do Médio Tejo, Eunice Lopes, diretora do curso de Gestão Turística e Cultural do IPT e Coralie Abreu, estudante do curso cTesp Produção de Atividades para o Turismo Cultural, do IPT. A moderação esteve a cargo de Marina Honório, vereadora da Câmara Municipal (CM) de VN da Barquinha.

Outro tema abordado foi “Inventário e Documentação” com as comunicações de Margarida Moleiro, diretora do Museu Municipal Carlos Reis, de Torres Novas, Teresa Lopes, técnica superior de conservação e restauro, do mesmo museu, e Gonçalo Cardoso, diretor do Museu de Arte Sacra e Etnologia, de Fátima.

Sob o mesmo painel foi ainda abordada a temática “Conservação e Segurança” com Ricardo Triães, diretor do curso de Conservação e Restauro, do IPT, Patrícia Romão, do Centro de Estudos em Fotografia de Tomar e Ana Fontes, diretora do Museu Nacional Ferroviário, do Entroncamento.

Já no período da tarde, apresentou-se um olhar sobre os “Museus e as Escolas”, com Sara Brighenti, subcomissária do Plano Nacional das Artes e Luisa Oliveira, mestre em Ciência da Educação, Investigação e Intervenção Educativa.

O dia finalizou com a comunicação de Luís Oosterbeek, diretor do Museu de Arte Pré-histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, com o tema “Co-construção e socialização do conhecimento para a coesão social territorial”. Um momento onde foi possível perceber para onde caminhamos em termos culturais.

No decorrer do primeiro Encontro foi também apresentada a primeira versão do Catálogo dos Museus da região. Um documento produzido com a colaboração de todos os Municípios, onde cada um selecionou, os respetivos espaços museológicos, salientando-se o critério de ter uma coleção visitável e um horário de funcionamento.

Após um dia de partilha de conhecimentos e de um ambiente participativo, deixou-se a expetativa que o Encontro poderá ter uma segunda edição, tornando-se cada vez mais abrangente nas temáticas a abordar.

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