Governo quer consultório dentista em todos os Agrupamentos de Centros de Saúde

Em Saúde

O Governo quer equipar todos os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) do país com consultórios dentistas até ao final desta legislatura, uma medida existente em 89% da rede, disse a ministra da Saúde.

Em declarações aos jornalistas, depois de inaugurar um consultório dentista no Centro de Saúde de Valbom, concelho de Gondomar, Marta Temido referiu que atualmente Portugal tem “105 consultórios de saúde oral nos cuidados de saúde primários”, algo que quer “aumentar”.

“A aposta na saúde oral tem sido uma marca da ação governativa da anterior legislatura que vai perdurar na atual legislatura. A par do cheque dentista, temos feito a aposta nos cuidados de proximidade, nos centros de saúde. Temos 80% dos nossos Agrupamentos de Centros de Saúde com respostas de saúde oral e 40% dos nossos concelhos com respostas de saúde oral. O objetivo é a cobertura integral nesta legislatura”, anunciou a governante.

O modelo inaugurado na sexta-feira está a ser replicado em outros centros de saúde do país, traduzindo-se numa parceria da tutela com as Câmaras Municipais, às quais cabe equipar o consultório, ficando para a Autoridade Regional de Saúde (ARS) local a tarefa de afetar os recursos humanos necessários.

Em Gondomar, no distrito do Porto, hoje foram inaugurados dois consultórios – Valbom e São Pedro da Cova – mas o presidente da Câmara local, Marco Martins, quer “no prazo de dois anos equipar as restantes”, conforme disse aos jornalistas.

“A Câmara adquire equipamento e material e a ARS-Norte fornece os recursos humanos.

Esta medida é fundamental. Há muitos doentes que não tinham dinheiro para ir a um consultório privado, mesmo com o cheque dentista, e agora podem aceder a este serviço”, disse o autarca.

Com o equipamento destas duas unidades, em Gondomar ficam abrangidos pela medida 29 mil utentes, sendo que o concelho tem 11 centros de saúde.

Para equipar um consultório, Marco Martins estima um investimento de cerca de 40 a 45 mil euros.

“Temos de contar com os nossos parceiros. Os Municípios têm tido um papel essencial de grande generosidade e compreensão de que este é o tema mais sensível para a vida das pessoas”, completou a ministra da Saúde.

Já à margem da sessão, a governante também abordou o tema das juntas médicas que tem estado na ordem do dia devido a registo de atrasos, admitindo que “não existe um tempo médio” de resposta e que “há assimetrias entre regiões”.

“Temos mais de 250 médicos a fazer juntas médicas neste momento. As juntas médicas complexificaram-se em função dos benefícios associados e exigem um trabalho mais complexo e mais moroso. Estamos a analisar o processo com os presidentes das ARS mais afetadas no sentido de desenhar medidas que permitam reforçar a resposta. Todos os atrasos são uma grande preocupação para nós porque afetam a vida das pessoas”, afirmou Marta Temido.

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