Maravilha de País?!

Em Opinião

Parla a pega e o papagaio, cacareja a galinha…gritam os médicos contra a falta de meios, esganiçam os enfermeiros porque ganham pouco, crucitam os bombeiros de Lisboa alegando falta de meios, esbravejam polícias e guardas-republicanos protestando contra o incumprimento das promessas soletradas pelo ministro Cabrita, fungam exigências os sindicatos da função pública, resmungam forte os assistentes escolares dizendo não aguentarem tantos esforços, esgrimiram ameaças os habitantes de Boticas no rosto do presunçoso Galamba, a ministra Temido mais dia menos dias terá de temer os desgraçados doentes a sofrerem tratos de polé nas urgências hospitalares, nesta cacofonia Marcelo busca modos de auxiliar os sem-abrigo, enquanto as televisões gastam horas a explicar o folhetim de Alcochete e a inefável Ana Gomes procura a todo custo inocentar o chantagista e ladrão de contas bancárias Rui Pinto.

Ufa, ufa, o parágrafo cansa, no entanto, está longe de esgotar o veio caudaloso de incongruências, dislates, aldrabices, atropelos ao decoro e à ordem nesta Maravilha de País no qual o Presidente da República quis e quer condecorar José Mário Branco apesar de o cantor de Maio e todos os meses ser avesso a aceitar penduricalhos a colocá-lo ao lado de Joe Berardo máximo expoente do truque, da aleivosia oblíqua neste reino de maus malandros (Mário Zambujal) convertidos em cavalheiros peritos no ataque às finanças de outrem recordando o actor do filme Ladrão de Casaca. Lembram-se?

Divertido é tom ameno de Catarina Martins no antecedente gritado a golpes de tesoura, o camarada Jerónimo procura suster críticas dos críticos, o PAN não tardará a apresentar um projecto-lei a proteger as moscas varejeiras, a oposição a Rio lança proclamações tal qual as tábuas trazidas do Monte Sinai por Moisés, este refugia-se na Toca do Lobo (Tomaz de Figueiredo), no CDS vende-se a mobília a mais, nos partidos pequeno a gaguez da senhora da Guiné chega a causar ciúmes do CHEGA, enquanto Cotrim pretende liderar o Iniciativa Liberal. E porque não? Mais uma maravilha, como costuma dizer um empregado do restaurante Valbom, sito em Lisboa.

Armando Fernandes

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