Teatro – “Ermelinda do Rio” está em cena hoje no Ateneu Artístico Vilafranquense

Em Ribatejo Cool

Publicado por Teatro da Terra em Terça-feira, 19 de novembro de 2019

A peça de teatro ‘Ermelinda do Rio’ de João Monge está em cena este sábado, 30 de novembro, no Ateneu Artístico Vilafranquense.

A produção do Teatro da Terra conta com encenação de Maria João Luís e música de José Peixoto para três contrabaixos. A peça conta a história de uma menina e de sua mãe que ficaram sem nada durante as cheias do Tejo a 26 de novembro de 1967 no Ribatejo e arredores de Lisboa.

Trata-se de um poema narrativo sobre a tragédia de sobreviver para assistir impotentes ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos, e bastou uma noite de chuva, como tantas outras, para que de madrugada o mundo estivesse virado do avesso.

Nocturno para voz e concertina é o subtítulo do testemunho dorido de quem perdeu grande parte da família na maior catástrofe natural em Portugal, desde o terramoto de 1755. As cheias do Tejo, no Ribatejo e arredores de Lisboa, a 26 de Novembro de 1967, serviram de inspiração para João Monge escrever, na primeira pessoa, um poema narrativo pelos olhos de uma menina e de sua mãe, que vivem a tragédia de sobreviver, para assistir impotentes ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos.

E bastou uma noite de chuva, como tantas outras, para que, de madrugada, o mundo estivesse virado do avesso. A noite do fim do mundo – como alguém lhe chamou – é, ainda hoje, uma história mal contada, 50 anos depois.

Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma das pessoas que, juntamente com pai, mãe e irmão, sobreviveu àquela noite de novembro, por viver numa zona alta em Alhandra. Mas foram muitos dos seus familiares – não se sabe ainda quantos – que desapareceram nessa noite.

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