Vila Franca de Xira – Exposição “Cheias de 1967” homenageia vítimas da maior catástrofe natural em Portugal desde o terramoto de 1755

Em Ribatejo Cool

A grande exposição “Cheias de 1967” é inaugurada este sábado, 30 de novembro, às 17h00, no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

O Museu Municipal de Vila Franca de Xira apresenta uma importante Exposição dedicada às Cheias de 1967, que conta com o alto patrocínio do Presidente da República.

Com curadoria de Joaquim Letria, um dos jornalistas que à época esteve presente nos locais da catástrofe, esta exposição é o resultado de um trabalho cuidado de investigação documental e de recolha de testemunhos de muitos residentes locais que irão, neste contexto, partilhar as suas histórias e dos seus familiares.

O principal objetivo é contribuir para um melhor conhecimento da realidade política e social da Região naquela época, bem como dos acontecimentos que marcaram para sempre a História do nosso País.

Esta será também a oportunidade para prestar a justa homenagem a todas as vítimas daquela tragédia, em particular as do Lugar das Quintas, na Castanheira do Ribatejo, Alverca do Ribatejo e Alhandra, localidades que no Município de Vila Franca de Xira foram então particularmente atingidas.

Associam-se também a este projeto diversas entidades (RTP, Fundação Calouste Gulbenkian, OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, Cruz Vermelha Portuguesa (Arquivo Histórico-Cultural), Agência Portuguesa do Ambiente, Arquivo da Defesa Nacional), através da cedência de vídeos e outros elementos documentais que se constituem como importantes contributos para a preservação da memória relativamente a estas ocorrências históricas.

Esta Exposição, de entrada livre, estará patente até 05 de abril de 2020.

Maria João Luís interpreta “Ermelinda do Rio”


Integrado na Exposição “Cheias de 67”, também este sábado, dia 30 de novembro, pelas 21h30, no Ateneu Artístico Vilafranquense em Vila Franca de Xira, é apresentado o Espetáculo de Teatro “Ermelinda do Rio”, pelo Teatro da Terra.

Da autoria de João Monge, o espetáculo tem encenação e interpretação de Maria João Luís“Ermelinda do Rio” é um “noturno para voz e concertina”, um poema narrativo” que se confronta com a dimensão da tragédia, através dos olhos de uma menina e de sua mãe, que sobrevivem, impotentes, ao desaparecimento da família e de amigos.

Refira-se que a realidade das cheias de 1967 foi vivida pela própria Maria João Luís, que tinha 4 anos à data da catástrofe, quando morava, com a mãe e o irmão, numa zona alta de Alhandra, o que aliás determinou a sua sobrevivência.

O espetáculo é de entrada livre, limitada à lotação do espaço (mediante o levantamento de bilhete na receção do Celeiro da Patriarcal das 17h00 às 20h00 e na receção do Ateneu Artístico Vilafranquense das 20h00 às 21h30).

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