Redução tarifária nos transportes públicos teve “impacto grande” na Lezíria

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O presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) disse hoje à Lusa que o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) teve um “impacto grande” no custo de vida para muitos cidadãos da região.

Pedro Ribeiro afirmou que ainda não existem números concretos que permitam aferir o impacto das medidas adotadas, dada a complexidade do tipo de títulos envolvidos, sobretudo no meio ferroviário, o predominante nos movimentos pendulares para Lisboa.

Contudo, há a perceção de que houve “um impacto muito positivo” no rendimento das famílias e de que, com o aumento do custo da habitação em Lisboa, muitos estudantes passaram a optar pela deslocação diária para a capital.

Segundo o autarca, apesar de grande parte das deslocações da região para Lisboa ser feita de comboio, também se registou um aumento no serviço rodoviário, sobretudo a partir dos concelhos do sul do distrito, como é o caso de Benavente.

Segundo o secretário executivo da CIMLT, António Torres, o ‘feedback’ recebido por parte dos operadores “é positivo”, estando prevista a entrega dos dados sobre o aumento de passageiros até 20 de janeiro de 2020.

A CIMLT aplicou a totalidade do valor que lhe foi atribuído no âmbito do PART, um milhão de euros, na redução do tarifário, com um desconto de 35% em todo o transporte rodoviário e 30% no transporte ferroviário regional, tendo ainda sido criado um passe com o valor de 40,5 euros no serviço ferroviário urbano entre Azambuja e Lisboa.

“No entanto, em virtude da proximidade à Área Metropolitana de Lisboa e consequente forte peso das viagens pendulares entre a Lezíria do Tejo e a capital, o financiamento atribuído não foi suficiente para acompanhar os níveis de desconto praticados nas sub-regiões limítrofes, nomeadamente na Área Metropolitana de Lisboa”, refere a resposta da CIMLT à Lusa.

No início da aplicação do PART, em maio último, existiam cerca de 80.000 assinaturas na região (repartidas entre a CP e as Rodoviárias).

Pedro Ribeiro afirmou que “nem sequer passa pela cabeça” que o PART não volte a vigorar em 2020, sendo expectável a atribuição de uma verba para os 12 meses “à proporção” da atribuída este ano.

O presidente da CIMLT afirmou ainda que o concurso público internacional para a concessão do serviço público de transporte de passageiros na Lezíria do Tejo aguarda parecer, esperando que possa ser lançado “em breve”.

A CIM da Lezíria abrange dez concelhos do distrito de Santarém (Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém) e o concelho da Azambuja, do distrito de Lisboa.

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