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“Magnificat” de Rutter em concertos de Natal no Entroncamento e Santarém

Em Ribatejo Cool

O Conservatório de Música de Santarém e a associação Concórdia Música promovem, nos próximos dias 21 e 22, um “duplo Concerto de Natal” com a obra “Magnificat”, de John Rutter, no Entroncamento e em Santarém.

Os concertos, que vão decorrer no dia 21, às 21h00, no cineteatro S. João, no Entroncamento, e no dia 22, às 18h00, na Sé Catedral de Santarém, envolvem o coro e orquestra da Concórdia Música e do Conservatório de Música de Santarém, contando com a participação da soprano Hélia Castro, sob direção de Pedro Correia.

Beatriz Martinho, presidente do Conservatório de Música de Santarém, disse à Lusa que a realização deste concerto, que envolve cerca de 130 músicos, professores e alunos das duas instituições, se insere num dos “grandes objetivos” do CMS, o de partilhar eventos com outras escolas de música.

A escolha para esta atuação recaiu numa obra “sobejamente conhecida”, que tem a ver com a época natalícia, em particular com a narrativa bíblica em que Maria, aquando da visita a Isabel, “agradece pela dádiva da criança no seu ventre”, apresentada “como o redentor da humanidade e a promessa que Deus fez a Abraão para resgatar o Seu povo de Israel”.

“’Magnificat’ é o primeiro cântico da liturgia cristã extraída do Evangelho de Lucas, o qual contém ainda o Benedictus, de Zacarias, e o Nunc Dimittis, de Simeão, os três grandes motetos de ação de graças do Novo Testamento”, afirma uma nota dos promotores da iniciativa.

A obra de John Rutter “seguiu a linha de tradição escrita de Johann Sebastian Bach”, sendo estruturada “em diversos andamentos com inserções de textos em vernáculo, de modo a atribuir-lhe um caráter contemporâneo recriando linguagens dinâmicas”.

“Inspirado nas vibrantes celebrações das culturas hispânicas e concebido como uma Latin Fiesta, o ‘Magnificat’ de Rutter é uma celebração poética de louvor e alegria baseado em materiais folclóricos oriundos de Espanha, México e Porto Rico, dos quais se destacam a dança mexicana Huapango, usada na métrica de compassos do primeiro andamento”, afirma.

“Estilizada como uma experiência de alguém que em breve será mãe, este ‘Magnificat’ é uma celebração alegre balanceada entre o extrovertido e o íntimo e mesclada de melodias bem cantáveis que transportam o ouvinte do popular ao erudito, dos grandes coros aos solos, numa espiral de efeitos que elevam o espírito festivo da música”, acrescentam os promotores dos concertos.

A obra foi estreada a 26 de maio de 1990 no Carnegie Hall, em Nova Iorque, pela Manhattan Chamber Orchestra, com mais de 200 vozes em palco, sob a direção do próprio compositor. Foi gravada pela primeira vez numa produção conjunta dos Cambridge Singers e da City of London Sinfonia.

Posteriormente, foi editada uma versão de âmara, a qual foi gravada pela primeira vez por Andrew Lucas, dirigindo o Coro da Catedral de St. Albans.

“É precisamente esta versão que adotamos para o nosso projeto ‘Rutter Magnificat’, numa produção conjunta da associação Concórdia Música e do Conservatório de Música de Santarém”, afirma a nota.

Beatriz Martinho realçou os apoios que permitiram a realização desta parceria, em particular da Câmara de Santarém, da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, do Centro de Formação Profissional e da Diocese.

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