Trabalhadores do Modelo/Continente em protesto em Abrantes

Em Região

O CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços realizou, no dia 18 de dezembro, uma acção de denúncia pública relativa à pressão, repressão e assédio praticados sobre os trabalhadores da loja Modelo/Continente de Abrantes.

Em comunicado, o Sindicato refere que “após várias denúncias e alertas junto do Grupo SONAE, que não surtiram efeito, e mantendo-se os comportamentos repressivos e atitudes impróprias com os trabalhadores, praticados diariamente pela direcção de loja, foi necessário divulgar esta situação inaceitável junto da opinião pública e principalmente dos clientes da loja”.

“A pressão, repressão e assédio praticada sobre os trabalhadores consiste em ataques verbais de conteúdo ofensivo e humilhantes ou em actos mais subtis, praticados de forma reiterada e com objectivo ou o efeito de afectar a dignidade da pessoa ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante e desestabilizador, para os conduzir à desvinculação do posto de trabalho através de despedimento voluntário”, afirma o comunicado do CESP.

O Grupo SONAE, que tem lucros astronómicos e que se preza pela suposta responsabilidade social, tem conhecimento da situação existente mas é conivente e pactua diariamente com o atropelo dos direitos dos trabalhadores.

A SONAE/Continente, que preside à APED (Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição) e se recusa a negociar a revisão do Contrato Colectivo de Trabalho, com os seus lucros de muitos milhões de euros, pratica baixíssimos salários, ao nível do salário mínimo nacional, mesmo aos trabalhadores especializados com 10, 15, 20, 30 anos de trabalho na empresa. Tem horários longos e desregulados, não cumprindo as regras e os direitos dos trabalhadores na organização dos horários de trabalho (pressionou os trabalhadores para aceitarem banco de horas com ameaças para lhes aumentar o horário de trabalho “de borla” evitando assim ter de admitir mais trabalhadores ou pagar trabalho extraordinário), trabalhando aos domingos e feriados sem possibilidade de articulação do trabalho com a vida pessoal e familiar.

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