fbpx

Não é uma atoarda: a epidemia da gripe está a bater à porta

Em Saúde

Em Portugal, os picos da gripe ocorrem geralmente no inverno. A Direção-Geral de Saúde veio alertar para a sua eclosão no fim do ano. Um Centro de Estudos da Associação Nacional das Farmácias acaba de anunciar que está um surto de gripe ativo no país e que os distritos mais afetados são Lisboa e Faro. As farmácias possuem um excelente radar, com base nos números diários da dispensa de medicamentos e produtos de saúde.

Com a epidemia à porta, temos todos que acreditar que a melhor prevenção é sempre a vacinação e um conjunto de cuidados de elevada importância higiénica, como seja: reduzir, tanto quanto possível, o contato com pessoas com sintomas de gripe; a lavagem frequente das mãos com água e sabão ou com uma solução à base de álcool; usar lenços descartáveis e ao espirrar ou tossir proteger a boca com um lenço de papel ou com o antebraço, sem utilizar as mãos. Estes cuidados são os mais elementares, todas as instâncias de Saúde fazem o seu apelo.

Em termos de Saúde Pública, a gripe adquire uma grande importância devido às complicações que origina, complicações de que são mais suscetíveis os doentes crónicos, aqueles que sofrem de doenças respiratórias ou broncopulmonares, os insuficientes renais, os diabéticos, e mesmo os imunodeprimidos (caso dos doentes com SIDA, com cancro, com leucemias e os transplantados); são ainda muito suscetíveis as pessoas com idade superior a 65 anos, os residentes em lares e instituições congéneres, as grávidas e crianças até 1 ano de idade. Obviamente que todos os profissionais de Saúde se devem vacinar. Uma médica cardiologista, Maria José Rebocho, publicou um artigo dizendo que a vacinação é essencial para os doentes com insuficiência cardíaca, recordando que existe uma associação direta entre infeção respiratória aguda e o Enfarte Agudo do Miocárdio. É indispensável a vacinação aos doentes com doença cardiovascular, tal como nas outras situações atrás referidas.

Não é de mais recordar que a gripe é uma infeção causada por um vírus, que se altera muito de ano para ano, o que dificulta a existência de uma única vacina em todo o mundo. Daí o imperativo da vacinação anual.

Se ainda não se vacinou, procure imediatamente o Centro de Saúde ou uma farmácia, procure atendimento urgente. Se o Centro de Saúde não responder imediatamente, não hesite, vá à sua farmácia. Não esqueça que as farmácias dispõem de um serviço de vacinação, os farmacêuticos possuem certificados para administrar a vacina e a rede de farmácias está bem apetrechada (tem mais cem mil vacinas do que o ano passado). Recorde-se que no ano passado o vírus da gripe causou mais de 3300 óbitos em Portugal. Estamos a falar de uma doença que provoca mais de um milhão de dias de baixa por ano. Ora se a população fosse devidamente imunizada, pelo menos 70% dessas baixas poderiam ser evitadas.

Recorde-se que por motivos de Saúde Pública, não é possível dispensar antibióticos sem receita médica. Por esse motivo, não deve pressionar o farmacêutico a dispensar antibióticos. É evidente que há complicações que requerem tratamentos com antibióticos (quando se trata de infeções produzidas por bactérias), mas compete ao médico essa responsabilidade na prescrição.

E não esqueça, uma epidemia não se circunscreve a uma freguesia ou a um concelho, percorre todo o país. Prevê-se que vai crescer o número de novos casos. O mesmo Centro de Estudos da Associação Nacional das Farmácias estima que a atividade gripal vai subir para grau 3 (numa escala de 1 a 5) em dez concelhos de Lisboa e onze de Faro. O mesmo vai acontecer nos concelhos de Matosinhos e Odemira. Por favor, vacine-se, a sua saúde está em primeiro lugar!

Mário Beja Santos

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Recentes de Saúde

Ir para Início