fbpx

Menopausa: é um processo fisiológico, não é doença, é uma etapa, não é um drama

Em Saúde

Um conjunto de estereótipos do chamado mundo ocidental faz crer que a mulher cinquentona que chega à menopausa está um tanto acabada e deve comportar-se como uma velhota respeitável. Não passa de um preconceito, e deve ser categoricamente desmentido.

A menopausa significa o fim da função menstrual que se carateriza pela ausência de regras (ou amenorreia). Ela ocorre quando os ovários deixam de produzir hormonas femininas (estrogénios e progesterona), é um fenómeno que acontece, em média, por volta dos 51/52 anos de idade, cessa a menstruação. O momento preciso da chegada à menopausa é estabelecido por retrospetiva, quer isto dizer após um ano de amenorreia, pode então afirmar-se que se chegou à menopausa. Daí em diante, a mulher encontra-se na pós-menopausa. O período que antecede a menopausa é uma fase conhecida por climatério, onde podem surgir irregularidades no ciclo menstrual (intervalo entre os ciclos, duração e fluxo), afrontamentos, suores noturnos, entre outros sintomas.

A menopausa não é uma doença, não é uma disfunção, é um acontecimento natural da vida. As suas manifestações diferem de mulher para mulher, quer na intensidade como na duração, além da predisposição para problemas de saúde (osteoporose e doença cardiovascular) e daí também a diferenciação nos tratamentos.

Com o aumento da esperança média de vida, é comum a mulher viver cerca de um terço da sua vida em pós-menopausa, o fundamental é prever este novo estado a meio da vida e saber como atuar. Há alterações com a menopausa que são suscetíveis de trazer riscos para a saúde da mulher: a diminuição das hormonas femininas pode conduzir a um aumento de risco cardiovascular e a aumento dos níveis de colesterol, bem como osteoporose, como resultado de uma diminuição da fixação do cálcio nos ossos.

Quais as manifestações que a mulher deve conhecer? Com a redução da produção de estrogénios e progesterona pelos ovários, podem aparecer sintomas como afrontamentos, suores noturnos, noites mal dormidas, dores de cabeça, palpitações, secura vaginal, irritabilidade, depressão, alterações na vida sexual. É elevada a percentagem de mulheres que irá sentir algum destes sintomas. Dados os preconceitos instalados, referidos no início deste texto, algumas mulheres podem perder a autoestima, sentir pânico com o envelhecimento, mas muitas outras sentem-se mais libertas.

O importante é que a mulher disponha de aconselhamento e encontre resposta para as suas dúvidas e uma explicação para as mudanças que se estão a processar no seu corpo. Quando vê diferenças quando se olha ao espelho, com a pele esmaecida e o cabelo oleoso, o seu médico ou o seu farmacêutico dar-lhe-á uma explicação cabal: redução ou cessação na produção de hormonas femininas, excesso de androgénios em circulação, daí o cabelo oleoso, e até o aparecimento de pelos em zonas indesejáveis. Ora, as alterações hormonais têm tratamento adequado. É a terapêutica hormonal de substituição, de que falaremos no próximo texto.

Beja Santos

1 Comment

Deixar uma resposta

Recentes de Saúde

Ir para Início
%d bloggers like this: