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Ano Novo, Nova Esperança!

Em Opinião

Passou-se o Natal, a Passagem de Ano e ontem os Reis. As Festas e dias de maior descanso estão por agora arredados e é tempo de continuar em frente.

É hora de olharmos para 2020, esta vintena repetida, com olhos que têm de ser de esperança, como deve ser nestas alturas, mesmo que esses olhos tenham também de estar cheios de realismo. A esperança faz bem, mesmo aos mais realistas, para que não se caia no pessimismo destrutivo.

Um ano a dar os seus primeiros passos, todo novinho em folha, mas em que boa parte dos problemas é velha. São aqueles problemas que teimam em não desaparecer, em persistir, iguaizinhos ou quase ao que foram ao longo dos anos passados, uns mais recentes, outros mais antigos. E quando são diferentes, mais parecem os mesmos melhor ou pior disfarçados…

Continua na ordem do dia o Brexit e as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia. O que em início de 2019 eram dúvidas, se bem que pequenas, sobre o mau futuro do Brasil com Bolsonaro, são agora certezas. O caricato presidente dos Estados Unidos confirmou mais ainda que é um perigo para o Mundo.

Continuarão os problemas na Síria, Venezuela, Afeganistão e agora mais no Irão. E continuarão os problemas dos migrantes… E até os terríveis incêndios na Austrália parecem eternizar-se para ajudar à festa… O que faz lembrar a pouca ou nenhuma importância que muitos líderes mundiais dão aos problemas ambientais! E muitos outros problemas poderia apontar…

E por cá pelo nosso jardim da Europa à beira mar plantado (como chamava Tomás Ribeiro a Portugal)? Só maravilhas? Nem por isso…

As coisas melhoraram no seu geral, não nego. Mas as sérias dificuldades de uns e as extremas facilidades de outros estão para continuar, a corrupção e os compadrios não pararam nem param e os portugueses sentem-se injustiçados. Pior ainda é que muitos desses injustiçados não têm sequer forma de se fazer ouvir, de fazer chegar as suas dificuldades e o seu sofrimento aos ouvidos quase sempre moucos de quem os poderia ajudar.

Continuarão as injustiças fiscais e na justiça, de que muito pouco se fala porque a uns não interessa e outros têm incompreensível vergonha dos problemas que vivem.

Também pelo nosso concelho de Santarém os problemas parecem teimar em continuar sem resoluções de fundo. Disso tenho falado, e continuarei a falar, aqui muitas vezes.

O Mundo não é perfeito, nunca foi, nem nunca o será, admito. Mas há que sabermos viver felizes, aceitando essa imperfeição. De outra forma a vida seria insuportável … Saber viver lado a lado com as dificuldades, sem deixar que nos ultrapassem, é essencial.

Muitos, refugiam-se no futebol, outros nos reality shows e programas quejandos, outros usam outras formas de evasão. Nada de que venha mal ao mundo se em vez de distração não significar abstração.

Mas esta felicidade, este saber viver sem o constante martírio dos problemas e das dificuldades a pesarem-nos na cabeça, não podem significar inconsciência, “deixa andar” e menos ainda podem ter como reflexo o conformismo e a falta de discernimento.

Às vezes gosto de voltar a pensar, agora em 2020, o que já pensei em 2019 e anos anteriores: que este será o ano de viragem para um Mundo melhor, não por isso nos ser dado de bandeja, mas porque faremos alguma coisa de concreto para o alterar!

Sou ingénuo ao ter essa esperança, não é? Mas antes isso do que perdê-la por completo…

Francisco Mendes

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