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Nessa nova etapa a meio da vida, abrem-se novas portas à menopausa

Em Saúde

aqui se fez uma descrição do que é a menopausa e como é indispensável denunciar os preconceitos contados à sua volta. Não é uma patologia, é um simples fenómeno biológico, mas é uma etapa fisiológica de grande significado na vida da mulher. Os piores preconceitos são de que a mulher perdeu os seus atrativos e entrou até numa decadência sexual. E nas nossas sociedades ocidentais a situação é mais aguda porque são permanentes as pressões sociais para que as mulheres permaneçam jovens e belas.

São bem interessantes alguns estudos antropológicos que revelam em certas civilizações o peso poderosíssimo que têm as mulheres numa fase de amadurecimento, a respeitabilidade e até a influência ao nível de todas as decisões comunitárias. Sendo a menopausa uma realidade universal, um período de transição natural que afeta a feminilidade, é compreensível que a medicina intervenha. E intervém principalmente com a terapêutica hormonal de substituição. O que é?

É obrigatoriamente prescrita pelo médico e consiste na administração de medicamentos que repõem no organismo as hormonas que os ovários deixaram de produzir, total ou parcialmente: estrogénios e progesterona. São medicamentos especialmente eficazes no alívio dos sintomas como os afrontamentos ou a instabilidade emocional. É uma terapêutica limitada no tempo.

Esta terapêutica tem envolvido muita celeuma, o que obrigou a que se introduzissem vários filtros e cautelas na sua prescrição. Há vários tipos de terapêutica hormonal: contracetivos orais; passando para a terapêutica hormonal de substituição, esta revela-se eficaz no tratamento dos sintomas vasomotores, na prevenção e no tratamento de osteoporose e nos problemas urogenitais.

A Agência Europeia do Medicamento recomenda que esta terapêutica deve ser feita apenas no tratamento de sintomas da menopausa, devendo ser utilizada a dose eficaz mínima no menor período de tempo possível. Porque há situações em que a terapêutica está contraindicada (é o caso do cancro da mama, da doença tromboembólica arterial ou na doença hepática), deve ser administrada com bastante precaução na diabetes, na insuficiência cardíaca ou renal ou na hipertensão.

O médico deve estar atento às potenciais reações adversas. A Sociedade Portuguesa de Menopausa tem feito inúmeras recomendações sobre o tipo de exames a efetuar antes de se iniciar a terapêutica e recorda constantemente as suas contraindicações.

Sendo um período de transição na vida da mulher, poderá ser o tempo propício para reordenamentos dos estilos de vida: rever os hábitos tabágicos, alimentares, bem como a prática de atividade física e a gestão do stress. É um tempo que favorece os prazeres saudáveis da mesa, o bom consumo do leite, da fruta e dos legumes frescos, da prática do exercício físico, de consumos moderados no álcool e das bebidas estimulantes e, claro está, na comunicação mais intensa na vida do casal.

Mário Beja Santos

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