fbpx

Associação Cívica Mais Santarém contesta construção de Casa Mortuária em S. Pedro

Em Região

Na sequência da decisão da Câmara de Santarém de instalar a futura Casa Mortuária em S. Pedro, em terrenos anexos à capela recentemente demolida e que a Diocese pretende reconstruir, vem a Associação Cívica Mais Santarém contestar a localização deste equipamento.
Em comunicado, a Associação Mais Santarém recorda que “depois do anúncio pífio da sua instalação no Bairro 16 de Março que não foi avante devido à contestação pública generalizada, vem o Presidente brindar os seus munícipes com a nova localização que levanta ainda mais perplexidades”.

Em causa, para a Associação, “para além dos inconvenientes da falta de espaço para estacionamento, temos a distância ao cemitério (cerca de 4 km), em que os cortejos fúnebres terão que percorrer as vias mais congestionadas, bem como o trajeto que é a principal entrada da cidade, atravessar oito cruzamentos com semáforos e ultrapassar as três rotundas mais movimentadas. Para não referir a pegada ecológica que representa todo este percurso”.
Para a Associação Mais Santarém, “esta resolução demonstra, mais uma vez, o desrespeito que este executivo tem pelos cidadãos, continuando a tomar decisões que os afetam, sem ter em atenção qualquer estudo prévio sobre os seus impactos práticos que, neste caso, até serão mais negativos do que os previstos na primeira opção”.
“Depois de uma petição entregue na Assembleia Municipal e de um debate organizado pela AMSIC, com representantes de forças políticas, da Igreja, dos profissionais das agências funerárias, entre outros técnicos conceituados, ficou clara a rejeição generalizada da localização em S. Pedro e a exigência para que a localização fosse o mais próxima possível do cemitério”, salienta a Associação.
Recorde-se que o Presidente da Câmara tem referido que esta solução é uma forma de fazer face à urgência que há (subitamente agora) de desocupar a atual casa mortuária, dado estar para breve o início das obras na Av. 5 de Outubro e Largo da Alcáçova que inviabilizam a passagem dos cortejos fúnebres. O autarca afirmou, entretanto, em duas sessões sucessivas da Assembleia Municipal que será construída uma segunda casa mortuária na zona do atual cemitério, num prazo de dois a três anos, tendo-se comprometido claramente com a implementação desta decisão.
“Esta Associação espera que finalmente impere o bom senso nesta questão e que, seja como solução única ou não, a localização junto ao cemitério seja concretizada e que, de entre as sugestões já dadas sobre vários locais na zona ou outras possíveis, a Câmara escolha a que melhor sirva os cidadãos”, conclui o comunicado.

Leave a Reply

Recentes de Região

Ir para Início
%d bloggers like this: