Quarta-feira, Junho 12, 2024
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Comes & Bebes – Carnes Vermelhas

Em recentes leituras acerca das principais produções no Ribatejo no tocante a animais, as estatísticas disseram quão importantes é a produção de carnes bovinas, as quais estão a ser alvo de despudorado ataque como é exemplo a ditatorial proibição do consumo de carne de vaca nas cantinas da Universidade de Coimbra.

Tudo que é demais é moléstia advertem os rifoneiros, por isso mesmo acrescentam, no meio é que está a virtude, significa que nem sempre, nem nunca. Vem isto a propósito que nos últimos tempos esqueci os anátemas de nutricionistas, fundamentalistas de que só devemos ingerir verduras, dos dietistas maus leitores dos postulados das dietas e abalancei-me (alegremente, com parcimónia) a mastigar carne de bovinos das diversas partes dos seus corpos, caso donairosa da mão de vaca no restaurante A Grelha em Santarém, ou o costeletão no restaurante Óh Vargas também sedeado na mesma cidade (Portela das Padeiras), ainda do mesmo género de corte no restaurante Dom Vinho na vila do Sardoal. Podia nomear outras casas de comeres nas quais servem boas carnes, bem maturadas, melhor cozinhadas que fazem esquecer as censuras ortodoxas estilo PAN e outras baseadas em análises e estudos a salientarem os nás e nefas do consumo excessivos das carnes vermelhas. Agora abolir-se o bife, nós temos várias receitas de bifes famosas, incluindo o bife à portuguesa, o mesmo no tocante ao entrecosto, ao cachaço, joelhos, pés, para não falar das vísceras que os mais esquisitos colocam de lado.

Se consultarmos os tratados culinários do antecedente verificamos a existência de centenas de receitas destinadas a doentes e enfermiços cujo elemento principal são as carnes de vaca e de vitela. Ora, estão a aparecer notícias a declararem a bondade das referidas carnes vermelhas. Todos recordamos da excomunhão do azeite, depois da manteiga, todos ouvimos a propaganda salazarista em louvor do vinho, os registos informam quão foi difícil impor o consumo de batatas, a repulsa suscitada pelo tomate, sem esquecer a clássica frase: – gordura é formosura –, ora considerada sacrílega. Sem soberba continuarei a de vez em quando a untar a barbela!

Armando Fernandes

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