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Grande adesão à greve da grande distribuição na lojas e armazéns do distrito

Em Sociedade

No distrito de Santarém os trabalhadores da grande distribuição realizaram uma grande jornada de luta com centenas de trabalhadores, nas lojas e armazéns  a aderirem à greve convocada pelo CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, para este dia 31 de Janeiro.

No entreposto do LIDL e no Armazém do DIA Minipreço, ambos em Torres Novas, a adesão à greve superou os 80%, com as empresas a recorrerem aos trabalhadores em situação precária e às chefias para manterem estes locais de trabalho em funcionamento.

Os trabalhadores exigem aumentos salariais de 90€/mês, a negociação do contrato colectivo que se arrasta desde 2016, fim da precariedade que grassa no sector, horários de trabalho dignos e conciliadores com a vida familiar, respeito pela lei da Parentalidade entre outras reivindicações.

Piquete de greve no Dia Minipreço de Torres Novas

Em todo o país os trabalhadores do Lidl, do Auchan, do Dia Minipreço, do Continente, do Pingo Doce, do Eleclerc, do Intermarché, e outras empresas, mostraram aos patrões que “a luta não vai parar”.

Exigem o aumento dos salários, a valorização das carreiras e categorias profissionais e horários de trabalho dignos.

Em nota à comunicação social, o CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, afirma que “um sector que gera milhões de euros de lucros (Continente – 154 269 200€, Pingo Doce – 45 464 049€, JMR – 24 376 957€, Auchan – 24 423 048€, Worten – 19 959 344€, p.ex.) recusa-se a negociar o aumento das tabelas salariais e coloca mais de 80% dos trabalhadores do sector com os salários equiparados ao salário mínimo nacional”.

“Trabalhadores com 20 e mais anos de antiguidade receberam, a 31 de Janeiro de 2020, 635 euros de salário. Inaceitável!”, afirma o Sindicato.

“Hoje, os trabalhadores do sector deram a resposta devida, com adesões superiores a 80% em Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre e Faro, no Lidl, Continente, Pingo Doce, Auchan, Dia Minipreço, Eleclerc e tantas outras empresas do sector”, refere a nota do CESP.

“E demonstraram a sua disponibilidade em continuar a luta por aumentos salariais para todos os trabalhadores, sem aceitação de bancos de horas ou retirada de quaisquer direitos”, conclui o sindicato.

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