fbpx

É sénior, tem doença crónica? Só se automedique com conselho de profissional de saúde

Em Saúde

Não é de mais insistir que o sénior é altamente sensível ao efeito de determinados tipos de medicamentos. É o caso dos que atuam no sistema nervoso.

O sénior, sendo mais sensível ao efeito sedativo destes, apresenta maior sonolência, menor capacidade de concentração e de raciocínio, efeitos que se juntam a manifestações próprias do envelhecimento, agravando-as.

Esses efeitos são ainda mais responsáveis pela ocorrência de quedas, que nessas idades provocam frequentemente fraturas ósseas. Igualmente o sénior tem ainda uma sensibilidade aumentada em medicamentos que provoquem prisão de ventre, dado que há tendência para sofrer deste problema intestinal.

No que respeita aos medicamentos não prescritos, chamados de venda livre, a indicação farmacêutica é indispensável, e por maioria de razão o sénior deve aconselhar-se com o seu farmacêutico, havendo que ter em conta, sendo doente crónico, que esses medicamentos não prescritos, podem ter associações com graves riscos, e por isso o farmacêutico deve esclarecer-se sobre: a sua idade, o seu estado fisiológico, a natureza das doenças existentes e o tipo de medicamentos prescritos quando há doenças continuadas e a identificação de reações adversas. Há casos de automedicação que podem tornar o doente mais doente (a hipertensão, a hipertrofia da próstata, a diabetes, a epilepsia, a doença de Parkinson, a insuficiência cardíaca, o glaucoma, a asma…).

Insista-se que a doença crónica é um fator determinante para o aconselhamento farmacêutico em colaboração com o médico prescritor. O organismo do sénior conhece alterações e é de particular importância a eliminação de medicamentos no organismo. Ora o sénior vai tendo menor capacidade de os eliminar pelos rins, o que pode provocar acumulação e aumento dos efeitos secundários. Há pois necessidade de ajustar a dose, reduzindo-a em função do estado da eliminação renal, que se conhece através das análises laboratoriais.

O sénior deve assumir essas alterações que obrigam a cuidados especiais no uso do medicamento, são sobretudo as associadas à função renal, ao sistema nervoso central e às respostas autónomas a determinadas situações. Já se falou na toxicidade, nas alterações no equilíbrio e na maior sensibilidade aos medicamentos utilizados para os nervos, confusão e esquecimento. Há também que ter em devida conta uma baixa súbita da pressão arterial, alteração que obriga a uma seleção criteriosa de certos medicamentos, com destaque para os anti-hipertensores.

O médico, ao prescrever ao seu doente, toma em conta todas as alterações que estão a ocorrer e pondera a existência das doenças crónicas. A automedicação do doente sénior, efetuada sem recurso ao médico, carece de indicação farmacêutica. E casos específicos há de doenças crónicas em que os seniores não devem tomar medicamentos sem prescrição ou recomendação médica. Fale sempre com o seu farmacêutico.

Mário Beja Santos

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Recentes de Saúde

Ir para Início