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Startup Santarém recebeu seminário sobre apoios à internacionalização das empresas do Ribatejo

Em Empresas

Sabe que existem seguros de crédito ao serviço da exportação para todo o mundo? Que oportunidades oferecem os mercados da América Latina às empresas portuguesas? Quais os apoios que a NERSANT disponibiliza às empresas da região de Santarém? Foi para responder a estas e muitas outras questões que a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém organizou esta segunda-feira, dia 10 de fevereiro, o seminário sobre o tema “Ferramentas e mecanismos de apoio à internacionalização – Ribatejo Business Intelligence”.Com a participação de especialistas da COSEC, AIP, Bureau Veritas, e da Câmara de Comércio Portugal – Atlântico Sul, o seminário teve lugar na Startup Santarém, com a presença de dezenas de empresários.

Ribatejo Business Intelligence ao serviço das empresas da região
O seminário abriu com uma apresentação da NERSANT sobre o projeto Ribatejo Business Intelligence e das ações de apoio à internacionalização das empresas previstas para 2020.  A acompanhar o dinamismo das empresas da região que aumentaram em 24% as exportações de bens em 2018, a NERSANT aposta forte na estratégia de apoio à internacionalização das empresas da região.
Nesse sentido, a Associação Empresarial desenvolve a sua ação em dois grandes eixos: informação e prospeção/promoção internacional. Na área da informação, a NERSANT promove estudos e seminários, e disponibiliza um conjunto de informações de apoio às empresas, através de ferramentas digitais e do portal Ribatejo Business Intelligence.

Ações de promoção no Exterior
Na área da prospeção e promoção da Região, a NERSANT vai organizar 3 mostras promocionais, com o objetivo de promover a Região e os seus produtos e apresentar as suas potencialidades. Assim, a NERSANT vai estar presente com o evento “Ribatejo Week” na Eslováquia  (Bratislava), coincidindo com a CONECO – International Building Fair, de 25 a 28 de março.  De seguida vai levar o evento “Ribatejo Week” a Macau, de 15 a 19 de junho, e no Uruguai em julho.
Na estratégia da NERSANT para a internacionalização das empresas da região merecem também destaque os eventos Internacionais que visam, por um lado, a promoção e apresentação da região, e por outro promover a realização de reuniões previamente agendadas, entre as empresas portuguesas e as estrangeiras.
Neste esforço de promover a internacionalização dos negócios da região, de salientar o Ribatejo Export Event 2020 que terá lugar de 22 a 24 de junho.


Oportunidades na América Latina
Oportunidades na América Latina – o acordo UE/Mercosul” foi o tema da apresentação de Filipe Romão, Presidente da Câmara de Comércio Portugal-Atlântico Sul. Uma intervenção que ofereceu uma panorâmica destes mercados internacionais. A distância, o risco de instabilidade política e económica e o protecionismo interno são os principais obstáculos que se colocam às empresas portuguesas para a entrada no mercado da América Latina.  

Acordo União Europeia / Mercosul ainda vai demorar mais de um ano a ser posto em prática, sendo necessária ainda a sua ratificação pelos governos do Uruguai, Paraguai, Brasil e Argentina.

No entanto, fora do Mercosul há uma outra América Latina que oferece um panorama mais favorável ao comércio internacional. Existe um acordo de livre comércio entre a União Europeia e um conjunto de países da Comunidade Andina ligada pela Aliança do Pacífico que vai do México ao Chile, e na Comunidade do Caribe.

Apesar das oportunidades que estes países oferecem, ainda representam apenas 3% do comércio externo português. Além das dificuldades logísticas e da distância, os negócios com estes países esbarram ainda com algumas barreiras técnicas, explicou o presidente da Câmara de Comércio Portugal – Atlântico Sul.

Como exportar em 3 passos
“Como exportar em 3 passos”, foi o tema da apresentação de Sara Carvalha, manager de GSIT Government & Services International Trade no Bureau Veritas.  Uma intervenção especializada sobre o mundo complexo das exportações, que começa com a colocação de questões como quando vai exportar, para onde vai exportar, que produto vai exportar, que tipo de inspeções e de requisitos são exigidos ao produto… O primeiro passo para exportar passa então pela revisão documental, pela conformidade com os referenciais do país de destino. No segundo passo é realizada a inspeção e no terceiro passo é emitido o certificado pelo Bureau Veritas que abre as portas.
Com 190 anos de história, a empresa Bureau Veritas dedica-se à certificação,  inspeção,  ensaios e a verificação da conformidade, de acordo com variadíssimos referenciais. “Prestamos um serviço abrangente de apoio aos nossos clientes, procurando sempre as soluções mais competitivas”, afirma esta especialista.
Sara Carvalha falou da situação de vários países africanos, como o Gana, Costa do Marfim e Nigéria. A título de exemplo, referiu que, desde o dia 1 de Fevereiro, que para entrar no mercado marroquino todos os produtos sujeitos ao programa de verificação de conformidade no país de origem, necessitarão de um Certificado de conformidade da Bureau Veritas, que será autenticado na chegada.

Certificados de Origem
Os certificados de Origem foram o tema da comunicação de José Barão das Neves, da AIP. Registe-se que a AIP – Associação Industrial Portuguesa, na qualidade de Câmara de Comércio e Indústria, emite Certificados de Origem, documento que comprova a origem nacional, ou de qualquer Estado-membro da União Europeia, dos produtos e permite ao exportador, para mercados extra-comunitários, a isenção ou redução de impostos decorrente de acordos internacionais. O Certificado de Origem é fornecido após a apresentação de cópia da factura comercial e preenchimento de formulário.
A AIP garante a emissão de certificados em 24 horas, com a possibilidade de envio em formato digital ou via CTT (gratuito), ou levantamento na sede da Associação.

A importância dos seguros de crédito da COSEC

Numa outra vertente, o Seminário permitiu conhecer o trabalho da COSEC, a seguradora líder em Portugal nos ramos de Crédito e Caução, oferecendo soluções de apoio à gestão e controlo de créditos no mercado interno e externo. A COSEC é igualmente responsável, por conta e ordem do Estado Português, pela cobertura e gestão dos riscos de crédito, caução e investimento, principalmente para países de risco mais agravado. Maria Celeste Hagatong, presidente do conselho de administração da COSEC, falou dos 50 anos de história e do papel desta seguradora especializada em seguros de crédito.
“A COSEC permite que as empresas façam uma gestão mais eficaz dos créditos e dos clientes e em caso de incumprimento cobre os prejuízos decorrentes do não pagamento de vendas a crédito de bens e serviços em Portugal e no estrangeiro”, explicou Sara Poeiras, diretora da COSEC.
“Todas as empresas que vendem a crédito precisam de seguro de crédito, sendo que um em cada dez é incobrável e 25% das insolvências são devidas a atrasos nos pagamentos”, afirma a especialista. A intervenção da COSEC começa logo na fase de prevenção, com a avaliação do risco, através do acesso a informação sobre os mercados e clientes. O acesso à informação é possibilitado à empresa por estar integrada no grupo Alianz – Heuler Hermes, com presença em 50 países e com 50 milhões de empresas monitorizadas em permanência. A COSEC está acessível através de uma rede de mediadores e dos balcões da CGD, BPI, Millenium BCP e Bankinter.
A COSEC desempenha um papel insubstituível no apoio à internacionalização das empresas portuguesas para geografias mais arriscadas, horizontes de risco alargados e projetos de execução mais complexa. A COSEC funciona como instrumento da política pública, através do Sistema de dseguros de Créditos com garantia do Estado”,  explicou Patrícia Lavos, coordenadora da COSEC, referindo como exemplo, o caso de Angola e outros mercados de elevado risco onde os seguros privados não entram; só a COSEC através do sistema de seguros de crédito com garantia do Estado”. As vantagens do seguro de crédito residem na proteção contra perdas financeiras e a melhoria das condições financeiras.

O projeto Ribatejo Business Intelligence é financiado pelo ALENTEJO 2020 (Portugal 2020), no âmbito do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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